17:09 25 Setembro 2020
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    A OTAN está pronta para reduzir sua presença no flanco leste, se a situação com a segurança melhorar, afirmou um alto representante da Aliança que preferiu o anonimato.

    “Nada está sendo feito contra a Rússia. Fizemos tudo como resposta à situação à nossa volta. Tudo o que mencionei tem objetivos defensivos e é ponderado para não ser provocador. Isso é feito especialmente dessa forma, para podermos reduzir essas medidas se sentirmos que a situação ficou mais segura e confiável”, disse ele aos jornalistas.

    Além disso, segundo ele, uma possível contração depende das ações da Rússia. O representante da Aliança assinalou que, neste contexto, um diálogo construtivo com a Rússia continuará sendo importante.

    A OTAN não sabe que medidas pode tomar a Rússia como resposta ao esforço do flanco leste da Aliança, disse o alto representante da OTAN.

    “Duvido que nesta sala haja alguém que possa prever as ações da Rússia”, disse o representante da Aliança aos jornalistas.

    “O secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg assinala que, paralelamente à contenção e defesa, é preciso realizar um diálogo construtivo com a Rússia. Para explicar que fazemos tudo proporcionalmente, defensivamente e que isso pode ser reduzido, dependendo das ações da Rússia”, disse ele.

    A Aliança tem aumentado sua presença militar na Europa, em particular nos países da Europa Oriental fronteiriços da Rússia, desde 2014, usando a alegada interferência da Rússia no conflito ucraniano como pretexto. Moscou avisou repetidamente a OTAN que tais ações provocativas podem afetar a estabilidade regional e global.

    A OTAN afirma que o aumento das despesas militares está relacionado com uma subida semelhante dos gastos militares da Rússia, mas, entretanto a Aliança se esqueceu de indicar que os gastos da OTAN são 10 vezes superiores aos da Rússia. O maior adepto do aumento das despesas militares são os EUA.

    Moscou negou repetidas vezes as acusações de que tenciona ameaçar os países da ex-União Soviética.

    "A Rússia nunca irá invadir qualquer país da OTAN. Não temos nenhum plano para isso", disse recentemente o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

    Muitos altos responsáveis oficiais da OTAN sugerem que as conversas sobre uma possível invasão por parte da Rússia são infundadas, uma ideia que é apoiada por Berlim e Paris.

    Segundo diferentes especialistas, outros membros da OTAN, tentando combater a crise de refugiados, não querem alocar recursos para fortalecer a fronteira contra uma ameaça inexistente.

    Além disso, este passo levará Moscou a tomar contramedidas, o que não ajudará a diminuir as tensões na região.

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    Tags:
    exercício militar, OTAN, Jens Stoltenberg, Sergei Lavrov, Países Bálticos, EUA, Rússia
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