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    O Anakonda 2016, exercícios militares de larga escala da OTAN que se encontram em curso na Polônia, é destinado a matar dois coelhos com uma cajadada: intimidar a Rússia e, mais importante, ajudar Washington “a travar guerras” em todo o mundo, particularmente no Oriente Médio, disse o economista canadense Michel Chossudovsky ao PressTV.

    Os jogos militares, iniciados na segunda-feira (6), decorrerão até 17 de junho.

    ​O analista, que chefia o Centro de Pesquisas de Globalização, apontou que os jogos coincidem com a 75º aniversário da Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética pela Alemanha nazista em 22 de junho de 1941.

    O veículo blindado norte-americano Stryker na Polônia, no âmbito dos exercícios militares dos EUA e OTAN Dragoon Ride
    © AP Photo / Alik Keplicz
    Entretanto, Chossudovsky destaca que o Anakonda 2016, tal como outros exercícios da OTAN, não representa uma ameaça particular para Moscou, embora o crescimento do bloco seja realmente um assunto para grave preocupação. Embora o Anakonda 2016 "tenha lugar às portas da Rússia, isso não significa que a Rússia esteja ameaçada no futuro próximo", notou ele.

    A lógica do analista é simples: não há nenhum segredo sobre os jogos militares da OTAN.

    "A história diz-nos que os planos de guerra se baseiam em enganos. Neste caso particular, os desdobramentos na Europa Oriental e nos países Bálticos estão abertos. Todos sabem deles. Fazem parte de uma campanha propagandista e são objeto da discussão na mídia", continuou Chossudovsky.

    É isto o que os diferencia da ofensiva nazista contra a União Soviética.

    "A operação Barbarossa era secreta. Ao mesmo tempo, as relações entre a Alemanha nazista e a União Soviética eram normais em termos comerciais", observou o analista.

    Mas os jogos militares da OTAN, segundo Chossudovsky, têm um objetivo nefando. O ruído do bloco se destina "a intimidar" a Rússia, mas "não com a atividade militar". O seu objetivo principal é "essencialmente dar uma margem aos EUA para fazer guerras em outras regiões do mundo, no Oriente Médio em particular".

    ​Os exercícios na Polônia são dos maiores da Aliança e envolvem 25.000 militares dos 24 estados-membros, incluindo a Albânia, a Bulgária, o Canadá, a Croácia, a República Tcheca, a Estônia, a Finlândia, a Geórgia, a Alemanha, a Hungria, a Letônia, a Lituânia, a Macedônia, a Polônia, a Romênia, a Eslovênia, a Eslováquia, a Espanha, a Suécia, a Turquia, o Reino Unido e os EUA.

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    Tags:
    guerra, exercícios militares, OTAN, Alemanha, EUA, União Soviética, Europa Oriental, Polônia
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