18:31 20 Janeiro 2020
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    Os EUA estão criando o seu sistema de defesa antimísseis na Europa, o que gera preocupações na Rússia. Mas a história podia ter tido o curso diferente caso Washington não desistisse de um acordo com Moscou, afirmou o major-general Vladimir Dvorkin ao jornal Izvestiya.

    Ele recordou uma declaração conjunta de 2002 sobre as relações estratégicas entre os dois países, na qual se reafirmou que a Rússia e os EUA não representaram mais uma ameaça mútua. Entre outras coisas, Moscou e Washington concordaram em cooperar na criação de um sistema de defesa antimísseis.

    “Os americanos não aderiram à declaração e começaram a instalar o seu próprio sistema de defesa antimísseis na Europa. Eles se limitaram a informar a Rússia sobre isto”, explicou o investigador do Instituto de Relações Econômicas Internacionais de Moscou.

    O sistema de defesa antimíssil Aegis Ashor norte-americano na base militar em Deveselu, Romênia (foto de arquivo)
    © AFP 2019 / DANIEL MIHAILESCU
    “A parceria não se desenvolveu, embora houvesse oportunidade de criar um sistema de defesa antimísseis conjunto. Seria uma abordagem eficaz que custaria menos”, afirmou Dvorkin.

    Segundo ele, os componentes do Aegis na Europa não representam uma ameaça para os mísseis russos. Mas muitos especialistas discordam, apontando que Washington não quer discutir a sua atividade militar na Europa.

    “Expressamos repetidamente as nossas preocupações, oferecemos a cooperação, sugerimos trabalhar com os nossos parceiros americanos, mas tudo, de facto, foi rejeitado. O que eles propõem não é trabalho conjunto, mas só debates sobre o tema. Não propostas específicas, tudo é feito unilateralmente sem considerar as nossas expetativas”, disse o presidente russo Vladimir Putin na sexta (13).

    Esta semana, o sistema de defesa aérea Aegia Ashore dos EUA começou a operar na Romênia. A fase seguinte da iniciativa americana é a base na Polônia, cuja construção já foi iniciada.

    Tags:
    relações estratégicas, acordo, cooperação bilateral, sistema de defesa antimísseis, Vladimir Putin, Rússia, EUA
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