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    Defesa da Rússia (214)
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    Em sua luta contra o Daesh na Síria, a Rússia demonstrou seu moderno poderio naval. Segundo um recente relatório do Pentágono, a eficiência comprovada da flotilha do Kremlin vem preocupando Washington.

    Em outubro, as forças armadas russas dispararam 18 mísseis Kalibr-M de navios de guerra posicionados no Mar Cáspio. Os projéteis viajaram mais de 2.400 quilômetros até atingirem alvos na Síria, destruindo componentes-chave do Daesh, grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico.

    Embora a ação tivesse como objetivo mandar uma clara mensagem a grupos terroristas na Síria, a demonstração causou impacto também no Pentágono. Em um novo relatório de inteligência da Marinha americana, as forças armadas dos EUA expressam preocupação com uma Marinha russa "recém-despertada".

    "A Rússia começou e na próxima década dará largos passos para formar uma Marinha do Século XXI capaz e parte de uma Defesa nacional confiável e impressionante, mas com presença limitada em áreas de interesse global mais distantes…" diz o relatório chamado "A Marinha russa: uma transição histórica".

    O relatório é assinado por George Fedoroff, principal especialista sobre Rússia do Escritório dos EUA para Inteligência Naval, e baseado na crescente flotilha de navios e submarinos do Kremlin, que atualmente possui 186 embarcações. Fedoroff também levou em consideração o arsenal moderno da Marinha russa, assim como a determinação de seus marinheiros.

    Segundo Fedoroff, os EUA subestimaram a capacidade das forças armadas da Rússia desde o fim da Guerra Fria. Agora, pela primeira vez em 24 anos, o Pentágono está começando a prestar atenção.

    "Desde 2000, quando a ordem governamental e a economia russa se estabilizaram, houve um esforço concentrado para revitalizar as forças armadas russas — inclusive a Marinha", diz o relatório. "Programas de construção suspensos agora estão em andamento e novos programas de construção estão começando a dar à Marinha russa plataformas de superfície e de submarinos do Século XXI."

    Fedoroff também citou os mísseis de cruzeiro Kalibr russos como indício da crescente força naval da Rússia.

    "O Kalibr fornece até a plataformas modestas, como corvetas, poderio ofensivo significativo e, com o uso de mísseis de ataque terrestre, todas plataformas têm capacidade significativa de atingir alvos distantes usando ogivas convencionais", diz o relatório.

    Com seu domínio naval correndo risco, Washington deve gastar US$ 80-92 bilhões em dinheiro de contribuintes para incrementar sua flotilha de submarinos.Anteriormente, também neste mês de dezembro, a Marinha americana passou por um momento constrangedor quando seu navio mais novo, o USS Milwaukee, quebrou após menos de um mês de uso. A embarcação foi rebocada para uma base na Virginia para reparos.

    Outro grande investimento do Pentágono, o USS Zumwalt, com custo de US$ 3 bilhões, já encara críticas por estar desatualizado — e inseguro. Em sua viagem inaugural neste mês, o destróier furtivo mostrou aparência futurista, mas pouca navegabilidade.

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    flotilha, preocupação, relatório, USS Zumwalt, USS Milwaukee, Kalibr, Pentágono, Marinha da Rússia, George Fedoroff, EUA, Rússia
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