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    Da esquerda para a direita: corveta Steregushchy, contratorpedeiro Nastoichivy e fragata Admiral Gorshkov estão ancorados na base da frota russa em Baltiysk na região de Kaliningrado, na Rússia. 19 de julho de 2015.

    Relatório do Pentágono mostra preocupação com Marinha russa

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    Defesa da Rússia (214)
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    Em sua luta contra o Daesh na Síria, a Rússia demonstrou seu moderno poderio naval. Segundo um recente relatório do Pentágono, a eficiência comprovada da flotilha do Kremlin vem preocupando Washington.

    Em outubro, as forças armadas russas dispararam 18 mísseis Kalibr-M de navios de guerra posicionados no Mar Cáspio. Os projéteis viajaram mais de 2.400 quilômetros até atingirem alvos na Síria, destruindo componentes-chave do Daesh, grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico.

    Embora a ação tivesse como objetivo mandar uma clara mensagem a grupos terroristas na Síria, a demonstração causou impacto também no Pentágono. Em um novo relatório de inteligência da Marinha americana, as forças armadas dos EUA expressam preocupação com uma Marinha russa "recém-despertada".

    "A Rússia começou e na próxima década dará largos passos para formar uma Marinha do Século XXI capaz e parte de uma Defesa nacional confiável e impressionante, mas com presença limitada em áreas de interesse global mais distantes…" diz o relatório chamado "A Marinha russa: uma transição histórica".

    O relatório é assinado por George Fedoroff, principal especialista sobre Rússia do Escritório dos EUA para Inteligência Naval, e baseado na crescente flotilha de navios e submarinos do Kremlin, que atualmente possui 186 embarcações. Fedoroff também levou em consideração o arsenal moderno da Marinha russa, assim como a determinação de seus marinheiros.

    Segundo Fedoroff, os EUA subestimaram a capacidade das forças armadas da Rússia desde o fim da Guerra Fria. Agora, pela primeira vez em 24 anos, o Pentágono está começando a prestar atenção.

    "Desde 2000, quando a ordem governamental e a economia russa se estabilizaram, houve um esforço concentrado para revitalizar as forças armadas russas — inclusive a Marinha", diz o relatório. "Programas de construção suspensos agora estão em andamento e novos programas de construção estão começando a dar à Marinha russa plataformas de superfície e de submarinos do Século XXI."

    Fedoroff também citou os mísseis de cruzeiro Kalibr russos como indício da crescente força naval da Rússia.

    "O Kalibr fornece até a plataformas modestas, como corvetas, poderio ofensivo significativo e, com o uso de mísseis de ataque terrestre, todas plataformas têm capacidade significativa de atingir alvos distantes usando ogivas convencionais", diz o relatório.

    Com seu domínio naval correndo risco, Washington deve gastar US$ 80-92 bilhões em dinheiro de contribuintes para incrementar sua flotilha de submarinos.Anteriormente, também neste mês de dezembro, a Marinha americana passou por um momento constrangedor quando seu navio mais novo, o USS Milwaukee, quebrou após menos de um mês de uso. A embarcação foi rebocada para uma base na Virginia para reparos.

    Outro grande investimento do Pentágono, o USS Zumwalt, com custo de US$ 3 bilhões, já encara críticas por estar desatualizado — e inseguro. Em sua viagem inaugural neste mês, o destróier furtivo mostrou aparência futurista, mas pouca navegabilidade.

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    flotilha, preocupação, relatório, USS Zumwalt, USS Milwaukee, Kalibr, Pentágono, Marinha da Rússia, George Fedoroff, EUA, Rússia
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