20:47 08 Abril 2020
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    A Turquia decidiu rejeitar os serviços da China na aquisição de componentes de sistemas antimísseis após uma forte pressão dos Estados Unidos.

    A opinião é do presidente da Academia de Assuntos Geopolíticos, o doutor em ciências militares Konstantin Sivkov.

    "A compra de tecnologia chinesa pela Turquia significaria o enfraquecimento do domínio americano na região sul da OTAN", afirmou.

    Os EUA não podem permitir que a Turquia se distancie e por isso "aplica uma política direcionada a amarrá-la". Assim, conseguiram o cancelamento do acordo entre Turquia e China, completa o especialista.

    Ainda assim, Sivkov afirma que a China não poderia transferir todas tecnologias no momento da venda dos mísseis — algo que era exigido por Ancara. Caso a transação tivesse ido adiante, "a Turquia ficaria dependendo da China para o fornecimento de componentes, o que seria fatal para os EUA", opina.

    Em 2009, a Turquia anunciou uma licitação para a compra de componentes de sistema de defesa antimísseis por US$ 4 bilhões. A empresa chinesa CPMIEC foi anunciada como vencedora em setembro de 2013, ao apresentar um preço de US$ 3,4 bilhões.

    Diferentemente de seus competidores, a a China permitiu a produção de parte dos complexos de mísseis na Turquia. O anúncio da vitória chinesa levou a pressões sobre a Turquia por parte de seus aliados da OTAN. Por isso, a licitação foi prorrogada.

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    Tags:
    prorrogação, licitação, Defesa, sistema antimísseis, OTAN, Konstantin Sivkov, EUA, China, Turquia
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