16:15 21 Setembro 2019
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    Tanque T-14 Armata

    Índia usará Armata como protótipo para desenvolver novo tanque

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    A Índia confirmou planos para projetar e construir um novo tanque de guerra (MBT) que se destina a substituir os tanques de fabricação soviética T-72, usados pelo exército indiano, informou a imprensa russa.

    Os equipamentos russos e soviéticos representam cerca de 40% de todo o aparato das forças terrestres indianas (sendo ainda maiores na Força Aérea e na Marinha, totalizando 80% e 75%, respectivamente). No total, existem cerca de 600 tanques T-55, quase 2.000 T-72M1 e 640 tanques T-90C.

    O novo tanque que o exército indiano planeja projetar e produzir é conhecido como o Veículo de Combate Futuro de Prontidão (FRCV, na sigla em inglês).

    O MBT de nova geração formará a base para outros veículos blindados, similar à plataforma do Armata, de fabricação russa. O exército indiano quer usar o modelo para até 11 diferentes veículos, incluindo veículos leves, veículos com esteiras de tanques, obuses com autopropulsão, armas de defesa aérea, veículos de reconhecimento de engenharia e ambulâncias blindadas, segundo relatado.

    A Índia provavelmente irá usar o novo tanque Armata da Rússia como um protótipo para o seu próprio veículo blindado, de acordo com a imprensa russa. No início deste mês, o especialista em defesa Samir Patil do Centro de análise indiano Gateway House disse que seu país estava disposto a comprar a plataforma Armata ou alguns dos seus elementos para o futuro desenvolvimento do seu próprio tanque.

    Novo tanque russo T-14 Armata durante a Parada da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, 9 de maio de 2015
    © AP Photo / Alexander Zemlianichenko
    "Eu acho que a Índia gostaria de comprar tal plataforma de combate para as suas forças armadas", disse Patil para a imprensa da Rússia.

    O que faz o tanque Armata se destacar dos seus congêneres nacionais e estrangeiros é o fato da equipe que o opera estar protegida por uma cápsula blindada com múltiplas camadas separada do compartimento de munição. O veículo é totalmente informatizado e só precisa de três militares para operá-lo.

    O tanque possui uma torre não tripulada, controlada remotamente por tecnologia digital por um membro da tripulação em um compartimento separado. Acredita-se que isto levaria eventualmente ao desenvolvimento de um tanque totalmente robótico.

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