03:32 23 Setembro 2020
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    Os EUA precisarão aderir novamente à corrida armamentista para não abrir mão de sua superioridade frente a outros países, escreve o periódico inglês The Economist.

    A publicação destaca que a velha regra geopolítica de "não se meter com os Estados Unidos" deixou de ter o mesmo peso de antigamente. E apesar de o exército dos EUA continuar sendo o mais bem equipado do mundo, suas vantagens tecnológicas podem ser facilmente invalidadas.

    "Estamos entrando numa era em que a supremacia norte-americana nos mares, céus e no espaço, isso sem falar no espaço cibernético, não pode mais ser considerada como um fato" – reconheceu no ano passado o chefe do Pentágono Chuck Hagel.

    Nas suas palavras, os EUA devem desenvolver com urgência tecnologias militares de nova geração, antes que um outro país possa fazer frente a eles nesse sentido.

    Apesar de as tecnologias norte-americanas terem se modernizado, as mesmas também tornaram-se mais disponíveis para outros países. Além disso, nos últimos anos, os EUA pararam de desenvolver soluções novas, concentrando seus esforços principalmente em tecnologias de blindados e aparelhos não tripulados.

    O artigo destaca que nesse meio tempo, a China conseguiu criar seus próprios mísseis, submarinos, armas anti-satélite, caças, sistemas de defesa aérea, entre outros. E Rússia também está modernizando suas forças armadas, sendo hoje capaz de fazer frente aos sistemas norte-americanos.

    Assim, de acordo com a publicação, o exército dos EUA possui atualmente 5 pontos fracos:

    1. Os navios da Marinha norte-americana tornaram-se vulneráveis a mísseis inimigos lançados de terra.

    2. Está cada vez mais difícil para os EUA protegerem suas bases aéreas regionais de ataques surpresa.

    3. A aviação norte-americana tem dificuldades para detectar estações móveis de mísseis.

    4. Os modernos sistemas de defesa aérea podem derrubar um avião norte-americano a partir de grandes distâncias.

    5. Os satélites de espionagem tornaram-se vulneráveis a ataques.

    Novo tanque russo T-14 Armata durante a Parada da Vitória na Praça Vermelha em Moscou, 9 de maio de 2015
    © AP Photo / Alexander Zemlianichenko
    Na opinião do The Economist, os EUA precisam dar um novo salto em tecnologias militares. Estas, no entanto, devem se revelar extremamente custosas para seus rivais. Apesar disso, mesmo se o Pentágono receber financiamento para novos desenvolvimentos e conseguir implantá-los, os mesmos não serão suficientes para garantir a supremacia militar de Washington. As tecnologias estão se difundindo com uma rapidez crescente, e a Internet – cria do próprio Pentágono – é em grande parte responsável por isso, conclui o artigo.

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    Tags:
    novas tecnologias, armamentos, militar, equipamentos militares, The Economist, Chuck Hagel, EUA
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