15:29 21 Novembro 2017
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    Força Aérea russa treina para a parada militar do Dia da Vitória em Moscou

    Pentágono: potencial militar da Rússia e China cresceu mais do que EUA previam

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    Enquanto os Estados Unidos participavam nos conflitos no Afeganistão e no Iraque, Moscou e Pequim alcançaram um crescimento significativo das suas capacidades militares, disse aos jornalistas o subsecretário da Defesa dos EUA, Bob Work, depois da discussão com os líderes do Comando Europeu em Stuttgart, Alemanha.

    "Ao longo dos últimos 13 anos de guerra no Iraque e no Afeganistão, o potencial militar da Rússia e da China aumentou mais rápido do que prevíamos”, informa o site do Pentágono, citando Work.

    “Tentamos fazer a Rússia e a China nossos parceiros no âmbito da ordem internacional global. Não queremos brigar com eles. As questões-chave que enfrentamos é saber quais são seus objetivos, como os podermos conter e evitar uma escalada das crises ”, disse o subsecretário.

    Ele acrescentou que agora o Comando Europeu precisa de renovar seus conhecimentos de inteligência sobre Rússia que já teve quando o comando era o principal apoio dos EUA na época da contraposição com a União Soviética

    "O Comando Europeu está refletindo nas muitas lições da Guerra Fria e na necessidade de pensarmos de novo", acrescentou.

    Anteriormente o comandante das Forças Armadas Russas, General Valery Gerasimov falando na IV Conferência Internacional de Segurança de Moscou, informou que o número de exercícios da OTAN quase duplicou em 2014. Segundo o oficial, a Aliança acusa a Rússia de ter uma política externa agressiva para justificar a sua própria existência e expansão.

    Ainda segundo Gerasimov, a implantação de um sistema norte-americano de defesa antimísseis na Europa é mais um passo dado pelos EUA e seus aliados para tentar alcançar a supremacia global e destruir o atual sistema de segurança internacional. Tratar-se-ia de "mais uma ameaça militar significativa para a Federação Russa” e de “um problema crescente na manutenção da estabilidade estratégica no mundo", segundo ele.

     

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    Tags:
    Defesa, armamentos, guerra, Europa, China, EUA, Rússia
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