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    A Sputnik Brasil recomenda três animações russas e soviéticas inesquecíveis para deixar a quarentena mais leve.

    Conforme a quarentena avança, é cada vez mais difícil se manter dentro de casa. Todos estamos cada vez mais ansiosos em relação ao futuro e frustrados com as limitações que a pandemia impõe à nossa rotina.

    Por isso, a Sputnik Brasil traz uma seleção de animações para nos colocar em contato com a nossa infância, além de providenciar um ótimo passatempo para quem está passando a quarentena junto com crianças.

    'O lado oculto da Lua'

    A animação "O lado oculto da Lua" conta a história de um anfitrião que faz de tudo para agradar o seu hóspede, inclusive carregar o mundo nas costas.

    A Sputnik Brasil convidou a psicóloga Juliana Scharff a assistir à animação com o seu filho João, de um ano e sete meses.

    "Achei demais, foi como entrar em uma outra cultura de animação e de história. Para mim, que sou adulta, achei a proposta muito legal, tanto a trilha sonora como o estilo do desenho", disse Scharff.

    A analista de projetos Paula Campos trabalha na área de saúde, por isso precisa de bons conteúdos para deixar a vida do seu filho, Cauã, de cinco anos, mais descontraída durante a quarentena. Ela conta que ele gostou muito da animação, principalmente de quando o personagem principal coloca uma casa inteira dentro de um pequeno baú.

    'Contato'

    A animação "Contato" é muito famosa na Rússia. Na década de 90, esse desenho passava quase todas as manhãs na televisão. O personagem principal é um pintor que caminha alegremente por um campo de flores coloridas, enquanto entoa a canção do filme "O Poderoso Chefão", de George Gershwin e Nino Rota.

    Quando nosso herói chega a uma ilha paradisíaca para relaxar, uma coisa muito inusitada acontece. Uma criatura esquisita, talvez um extraterrestre, desce do céu e entra em contato com o pintor.

    Durante a animação intercalam-se dois momentos estéticos: o primeiro colorido, que representa o campo e a liberdade, e o segundo em preto e branco, que representa a cidade e a rotina. O filme nos convida a sair do mundo de poucas cores e se aventurar no mundo colorido, mesmo que lá possam aparecer algumas criaturas esquisitas.

    Juliana Scharff contou que a animação "foi o maior sucesso aqui: o João adorou. Eu também gostei muito, principalmente das cores e da música". O personagem principal aos poucos "vai ficando amigo da sombra, desse bichinho colorido".

    Cauã também captou a mensagem de que, apesar de no início ficarmos "assustados" com a criatura nova que encontramos no mundo da liberdade, depois "ficamos amigos" dela, afinal ela não deixa de ser uma expressão de nós mesmos.

    'Como os cazaques jogaram futebol'

    A terceira animação que recomendamos é um capítulo da série "Cazaques", na qual três personagens, Tur, Grai e Oko, se envolvem em aventuras em diversos países e épocas.

    Neste capítulo, nossos heróis, recém-chegados da Inglaterra, convencem seus amigos a participar de um torneio de futebol. Depois do treinamento, o time cazaque parte em viagem à Europa Ocidental.

    No caminho, enfrentam equipes de vários países e épocas diferentes. Jogam contra cavaleiros suecos do século XIV, contra mosqueteiros franceses do século XVII e senhores ingleses do século XIX.

    A animação consegue passar toda a intensidade competitiva e beleza do futebol sem nenhuma palavra sequer. A música transmite tudo: os tambores soam quando sai um gol, os violinos fazem acordes tão longos quanto os passes de bola.

    Cauã aprovou essa aventura dos cazaques: "Ele achou os jogos de futebol divertidos e as coisas que os jogadores do time fizeram muito engraçadas, como tirar um canhão do bolso!", contou Campos.

    "Achei incrível a ideia, e para quem gosta de futebol, essa animação pode ser muito bem apreciada", disse Scharff.

    A Sputnik Brasil faz votos de que o leitor tenha gostado dessa breve introdução à animação russa e soviética e deseja que todos fiquem em casa durante a quarentena.

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    Tags:
    quarentena, Rússia, animação, cultura russa, COVID-19
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