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    Entre mais de 40 artistas de arte de rua que chegaram à capital russa há vários brasileiros e a Sputnik Brasil conseguiu obter detalhes do trabalho exposto em Moscou.

    A "Muralha invisível" é o tema da bienal, que está sendo realizada em 12 centros de exposição de Moscou. Os artistas estão claramente expondo trabalhos que ultrapassam a concepção simples de arte para visitantes russos e estrangeiros.

     

    WIP at @artmossphere • Moscow, Russia #artmossphere2016 #artmossphere #theinvisiblewall

    Видео опубликовано Instagrafite (@instagrafite) Авг 28 2016 в 10:21 PDT

    42 artistas estrangeiros (da Polônia, EUA, Chile, Portugal, França e Alemanha) e 26 russos, através dos seus trabalhos, interpretaram o tema da Bienal que está relacionado às muralhas e barreiras, ou seja, às limitações pessoais enfrentadas por todos. Os organizadores, por via das exposições, propõem a destruição dos limites, ou seja, ultrapassar os medos presentes na vida das pessoas.

    O Brasil está sendo representado no evento por quatro artistas: Finok, Claudio Ethos, Paulo Ito e Alex Senna. Os curadores de todos os artistas, com exceção de Finok (Galeria Underdogs é o curador dele), são Marina Bortoluzzi e Marcelo Pimentel, conhecidos pela realização do projeto Instagrafite, responsável pela maior plataforma online do mundo de publicações sobre o mundo artístico. No instagram, Instagrafite é seguido por mais de 1 milhão de pessoas.

    "A importância de uma exposição desse porte é de espalhar cultura de diferentes artistas, de diversas nacionalidades, mostrar o que muitas pessoas não têm acesso, dar uma oportunidade para que as pessoas vejam de perto um pouco do que acontece no mundo", explicou Finok à Sputnik Brasil.

    Todos os artistas brasileiros com os quais a Sputnik falou (todos, exceto Alex Senna), disseram que a situação política atual é bastante complicada e que, como qualquer artista de rua ou aquele que trabalha no estilo de grafite, a situação política atual afeta as suas obras.

    "No entanto, no meu trabalho eu também me alimento de insatisfações, por outro lado é interessante ter ele como o material criador para me inspirar, mas eu preferia que ele não existisse porque é muito lamentável o que está acontecendo hoje no Brasil", disse Paulo Ito sobre o cenário político do Brasil.

    • Abertura da II Bienal de Arte da Rua em Moscou, 30 de agosto, 2016
      Abertura da II Bienal de Arte da Rua em Moscou, 30 de agosto, 2016
      © Sputnik / Vitaly Belousov
    • Artista português AkaCorleone trabalhando antes da abertura da II Bienal de Arte de Rua em Moscou
      Artista português AkaCorleone trabalhando antes da abertura da II Bienal de Arte de Rua em Moscou
      © Sputnik / Irina Gatsalova
    • II Bienal de Arte de Rua no Manezh de Moscou. 30 de agosto, 2016
      II Bienal de Arte de Rua no Manezh de Moscou. 30 de agosto, 2016
      © Sputnik / Vitaly Belousov
    • Trabalho de Alex Senna para II Bienal de Arte de Rua realizada em Moscou
      Trabalho de Alex Senna para II Bienal de Arte de Rua realizada em Moscou
      © Sputnik / Irina Gatsalova
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    © Sputnik / Vitaly Belousov
    Abertura da II Bienal de Arte da Rua em Moscou, 30 de agosto, 2016
    Os artistas iniciaram a organização das obras três dias antes da abertura da Bienal, que foi realizada no centro de exposições Manezh, localizado próximo à Praça Vermelha no centro de Moscou. Poucas horas antes da abertura do evento, os artistas ainda estavam dando seus últimos retoques. 

    Claudio Ethos informou que os seus trabalhos podem levar de quatro horas a 10 dias para serem concluídos, mas as obras criadas em Moscou, foram concluídas mais rapidamente, pois ele já tinha ideia de como seriam e, segundo ele, a organização do evento prestou todo o apoio possível.

     

    #Artmossphere Biennale opening Aug 30 8pm at @moscowmanege curated by @underdogs10

    Видео опубликовано Raphael Sagarra / Finok (@finok) Авг 29 2016 в 5:14 PDT

    Segundo eles, a inspiração vem de todos os lados: música, política, filmes e diferentes lugares podem ser introduzidos na arte de rua.

    "Tudo aquilo que vivo, presencio, e muitas vezes me incomoda, acaba se tornando conceito de algum trabalho meu", notou Finok, pseudônimo utilizado por Raphael Sagarra.

    A exposição principal da Bienal no Manezh ficará aberta ao público até 9 de setembro e em outros centros de exposição — até 18 de janeiro, para que os visitantes criem sua própria opinião sobre as ideias e conceitos dos artistas e organizadores. As primeiras opiniões são perceptíveis: a cooperação entre países em diferentes áreas é imensa, inclusive na cultural.

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    Tags:
    arte, Moscou, Rússia, Brasil
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