23:54 23 Julho 2021
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    Salah Abdel Sadek, chefe do Serviço Estatal de Informação do Egito, acusou o popular desenho animado americano “Tom e Jerry”, criado na altura da Segunda Guerra Mundial, de contribuir para o extremismo no Oriente Médio por “mostrar a violência de maneira divertida”.

    Durante um discurso na Universidade do Cairo nesta semana, Sadek afirmou que o desenho americano, vencedor do Oscar, junto com os videojogos e filmes violentos, são responsáveis pelo alastramento da violência na região.

    “[O desenho] envia a mensagem de que, sim, eu posso bater nele…e posso explodi-lo. Isto se coloca na mente [dos espetadores] como normal”, explicou Sadek, citando pelo site EgyptianStreets.

    Ele adicionou que videojogos violentos se tornaram uma “terapia” para jovens lidadas com a pressão social e cultural. Segundo ele, os jovens começam considerar o comportamento violento como normal depois de passarem tempo imersos nos jogos.

    “Se tornou muito normal para um jovem passar horas jogando videojogos, matando e derramando sangue, a pessoa está contente e feliz”, disse Sadek.

    A mídia social explodiu imediatamente com respostas sardônicas de pessoas indignadas com estas asserções. Mas também há os artigos que ecoam os comentários de Sadek, incluindo um intitulado “Cinco acusações que Tom e Jerry enfrentam no Egito”, publicado em um site da mídia privada.

    Este artigo desenvolve a ideia que o desenho estimula as crianças “a inventar planos sinistros” e “encoraja a violência e o uso de instrumentos cortantes, tais como facas, pistolas e motosserras”.

    Tags:
    Oriente Médio, Egito
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