17:44 28 Setembro 2021
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    O sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, implementou um decreto que criminaliza a comemoração do Natal.

    Aquele quem ouse violar esta prescrição, será punido com uma multa de 20 mil dólares e cinco anos de prisão. Multa e prisão podem ir juntas ou separadamente.

    Segundo declarações oficiais, a proibição se deve aos receios das autoridades locais de ver os muçulmanos fiéis desviados pelos maus hábitos.

    Portanto, o sultão Bolkiah só proíbe aos muçulmanos celebrar festas alheias agora. Os cristãos e outras pessoas que confessam publicamente uma religião distinta do Islã, não são citados no decreto. Contudo, elas podem comemorar com aviso prévio às autoridades e no seio da sua casa, sem manifestá-lo publicamente.

    Sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, durante uma cúpula da ASEAN e ONU em 2014
    © AFP 2021 / MANDEL NGAN
    Sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah

    O Ministério dos Assuntos Religiosos do Brunei enviou inspetores para assegurar-se de que não haverá enfeites de Natal nas lojas e empresas, nem representações do Papai Noel ou símbolos religiosos.

    A Internet respondeu com uma campanha chamada #MyTreedom (expressão em inglês que pode ser traduzida como Meu Direito à Árvore de Natal). A campanha, realizada através da rede social Twitter, reúne os cristãos de vários países, principalmente do Oriente Médio, a publicar postagens e fotos dedicadas à celebração da festa do Natal.

    ​A conta no Twitter do próprio projeto até convida a "enviar uma postal de Natal ao sultão do Brunei".

     

    Tags:
    Brunei, Natal, religião
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