09:09 29 Outubro 2020
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    Eu assisti todos os teasers e os trailers, li as resenhas da pré-estreia e estreia, evitando os spoilers sempre que era possível. À estreia não fui para evitar a bulha dos cinemas. Mas mesmo assim, pude predizer quase cada cena.

    De acordo com os dados da Rentrak Corp, que analisa as recaudações dos cinemas, "O Despertar da Força" arrecadou meio bilhão de dólares em um final de semana só, o que é um recorde.

    São 238 milhões de dólares (quase 60 milhões de reais) na América do Norte (EUA e Canadá), o resto do mundo trouxe 279 milhões de dólares (cerce de 71 milhões de reais) aos produtores.

    Segundo várias estimativas, os cinemas russos são responsáveis por cerca de 12,3 milhões de dólares que o filme ganhou.

    No Brasil, o filme também conquistou as bilheterias, com cerca de 9,5 milhões de reais (cerca de 2,4 milhões de dólares). Para o site Pipoca Moderna, é o recorde do ano.

    Reações

    A euforia em torno do filme é de ver e admirar. Os fãs esperavam com impaciência a estreia — ou a possibilidade de assistir.

    Muitos aceitaram a proposta do Facebook de alterar a sua foto acrescentando uma espada de luz — antes, esta opção fora oferecida para que os usuários mostrassem a sua solidariedade com os colaboradores do jornal satírico Charlie Hebdo e com Paris, atingida por um múltiplo atentado em 13 de novembro.

    Como a estreia foi uma semana antes do Natal católico, os internautas faziam postais.

    Quanto às pessoas que assistiram o filme, houve reações de desilusão. "Assisti a Guerra nas Estrela. É tudo Jedis lutando com suas chaves de fenda e voando em Tardis Milionário. Vida longa e próspera".

    Ao assistir o filme em um cinema moscovita, não parei de escutar uma criança dizer: "É esse o Luke Skywalker? É esse?". Mas basta, o resto são spoilers.

    Mas será que o filme realmente vale tanto?

    É difícil, mas tentarei evitar os detalhes de enredo.

    Para os fãs que assistiram todos os seis filmes da série, "O Despertar da Força" tem muitas lembranças. Já disse que muita coisa é previsível. Mas há também elementos novos, que podem até parecer dissonantes e alheios à série.

    Na quinta-feira, dia da estreia na Rússia, um crítico de cinema opinou que "A Guerra nas Estrelas" não era um filme, senão um conto. "E contos são feitos para ser contados de novo, e não para ser continuados".

    É verdade: as fadas morrem, os heróis, após se casarem com princesas, se tornam velhos… No episódio VI, o Jedi (o famigerado Luke Skywalker) retornou gloriosamente. O que se soube dele depois? Talvez tivesse realmente sido melhor dar uma nova respiração neste velho conto?

    Darth Vader durante estreia do Despertar da Força em Londres. Darth Vader foi morto pelo seu filho Luke Skywalker no episódio VI - O Retorno do Jedi, o último filme da primeira trilogia.
    © AFP 2020 / LEON NEAL
    Darth Vader durante estreia do Despertar da Força em Londres

    Um jornal brasileiro online notou que existem certos paralelos, na série, com a história de um planeta chamado Terra. Detalhes como o surgimento de movimentos radicais de ultradireita, o fascismo (Império, no filme) foram citados. Esta comparação, bem visível não só ao nível visual nos seis filmes anteriores, surge em um plano principalmente visual neste último filme da série.

    O que fazem J.J. Abrams (diretor do sétimo filme da série) e sua equipe é um pouco de tudo isso. O filme até poderia ser chamado, em inglês, de Many Happy Returns. O que é certo é isso: o universo da Guerra nas Estrelas continua na sua espiral histórica, com suas viragens lógicas e meio incompreensíveis. A tarefa dos diretores dos episódios VIII e IX (cuja estreia é planejada, respectivamente, para 2017 e 2020) é continuar a desenvolver o enredo, conciliando o romantismo épico dos episódios IV-VI, a historicidade dos episódios I-III e o misticismo do "Despertar".

    Tags:
    estreia, Cinema, Guerra nas Estrelas, Darth Vader
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