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    COVID-19 no mundo em outubro de 2021 (23)
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    Nesta quarta-feira (13), o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) e o Centro Gamaleya revelaram que a vacina Sputnik Light de um componente mostra eficácia de 70% contra a variante Delta durante os primeiros três meses após imunização.

    O Centro Gamaleya enviou um estudo onde analisa a eficácia da vacina Sputnik Light, o primeiro componente da Sputnik V, contra a variante Delta para o portal de pré-publicações de artigos científicos MedRxiv para publicação nesta semana.

    Dose única da Sputnik Light contra Delta

    O Centro Gamaleya informou que a análise foi realizada com base em dados de 28.000 participantes que receberam a dose única da Sputnik Light, comparados com um grupo de controle de 5,6 milhões de indivíduos que não tomaram a vacina. Os dados foram recolhidos em julho de 2021 em Moscou, na Rússia.

    O artigo revela que a Sputnik Light administrada sozinha mostrou eficácia de 70% contra a cepa Delta do coronavírus durante os primeiros três meses após imunização. A vacina tem 75% de eficácia entre as pessoas com menos de 60 anos.

    A Sputnik Light mostrou maior eficácia do que vários imunizantes de duas injeções, que mostraram queda de eficácia contra a Delta para menos de 50% cinco meses após a vacinação. Além disso, a aplicação autônoma da Sputnik Light fornece mais eficácia contra a COVID-19 grave e internações.

    "A variante Delta do coronavirus é uma das cepas mais frequentes e perigosas. A análise de dados apresentada no artigo pelo Centro Gamaleya mostra que a Sputnik Light permanece muito eficaz durante meses após a vacinação. Os resultados obtidos durante o estudo superam significativamente os de algumas outras vacinas, publicados anteriormente na mídia científica", disse o diretor do Centro Gamaleya, Denis Logunov.

    Por exemplo, um relatório recente da Pfizer revelou que a eficácia de sua vacina de duas doses contra a variante Delta caiu para 47% em cinco meses. A Sputnik Light com sua imunidade mais duradoura pode ser uma alternativa poderosa e um parceiro para os outros imunizantes.

    Além disso, o uso da vacina russa permitiu à Argentina diminuir significativamente o número de infecções no país.

    Novos casos diários da COVID-19 na Argentina
    © Sputnik
    Novos casos diários da COVID-19 na Argentina

    Isso contrasta com um aumento drástico de infecções nos EUA e Israel, que apostaram na imunização com a vacina da Pfizer/BioNTech.

    Novos casos diários da COVID-19 nos EUA e Israel
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    Novos casos diários da COVID-19 nos EUA e Israel

    O diretor do Centro Gamaleya revelou que a administração da dose única da Sputnik Light é uma solução para os países com baixa taxa de vacinação. Ele afirmou que como dose de reforço a Sputnik Light também pode ser usada para manter a imunidade de rebanho.

    Sputnik Light como dose de reforço

    O Centro Gamaleya sublinhou que a vacinação com dose única da Sputnik Light tem várias vantagens, como a facilidade de administração, monitoramento e um horário mais flexível para revacinação quando o imunizante é usado como dose de reforço.

    A eficácia da Sputnik Light como reforço de outra vacina contra a Delta será próxima da eficácia da Sputnik V contra esta cepa: mais de 83% contra a infecção e mais de 94% contra a hospitalização.

    O diretor executivo do RFPI, Kirill Dmitriev, sublinhou a eficácia e segurança da Sputnik Light, tanto administrada sozinha como em combinação com outros imunizantes.

    Dmitriev disse que, tendo em conta a alta segurança e eficácia da Sputnik Light, a vacina pode se tornar a melhor dose de reforço em todo o mundo.

    "Os resultados da eficácia da vacina Sputnik Light de dose única contra a variante Delta do coronavírus superam significativamente os de uma série de vacinas de duas doses. Crucialmente, os dados do Centro Gamaleya confirmam que a vacina de uma injeção Sputnik Light está entre as melhores vacinas contra o coronavírus. Isso também foi confirmado por numerosos outros estudos", declarou Dmitriev.

    Dados reais sobre Sputnik Light

    O Centro Gamaleya afirmou que a Sputnik Light é um imunizante seguro e altamente eficaz, o que foi provado em dados reais de vacinação em muitos países.

    Em particular, o Ministério da Saúde de Buenos Aires, na Argentina, confirmou em seus estudos a eficácia de 78,6% a 83,7% da vacina russa entre os idosos. O Ministério da Saúde do Paraguai também determinou uma eficácia de 93,5% da Sputnik Light durante a campanha de vacinação no país.

    O RFPI estabeleceu parceria com outros fabricantes de vacinas para realizar pesquisas conjuntas de combinação da Sputnik Light com outros imunizantes. Tais estudos estão em curso na Rússia, Argentina, Azerbaijão e Emirados Árabes Unidos, entre outros.

    "O RFPI apoia ativamente a pesquisa de combinações da Sputnik Light com outras vacinas e também convidou pesquisadores internacionais e instituições científicas independentes para cooperarem em estudos no mundo real da segurança e eficácia das vacinas contra o coronavírus", de acordo com o diretor executivo do RFPI.

    Foi informado que o Ministério da Saúde da Argentina, o Ministério da Ciência da Argentina, o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (CONICET) e o RFPI estão realizando um estudo para avaliar a resposta imune e a segurança de regimes heterogêneos combinando a Sputnik Light e as vacinas da AstraZeneca, Sinopharm e Moderna na cidade e na província de Buenos Aires e nas províncias de San Luis, Córdoba e La Rioja.

    Os resultados iniciais da pesquisa conjunta confirmam a alta segurança do chamado "coquetel de vacinas" sem revelar efeitos adversos sérios ligados à vacinação.

    Além disso, os resultados preliminares de uso da vacina da AstraZeneca com a Sputnik Light do ensaio clínico no Azerbaijão mostraram que os anticorpos contra a proteína S do SARS-CoV-2 se desenvolveram em 100% de voluntários. O estudo mostrou a alta segurança da combinação de vacinas sem encontrar efeitos adversos sérios após imunização.

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    COVID-19 no mundo em outubro de 2021 (23)

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, vírus, vacina, Sputnik V, estudo
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