21:43 22 Outubro 2021
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    Estados Unidos já perderam a batalha no campo de inteligência artificial (IA) para a China, que está se dirigindo para uma posição dominante no mundo com seus avanços em capacidades cibernéticas emergentes, disse Nicolas Chaillan, ex-chefe de software do Pentágono.

    É provável que, no espaço de uma década, a China, agora a segunda maior economia do mundo, domine muitas das principais tecnologias emergentes, particularmente a inteligência artificial, biologia sintética e genética, de acordo com as avaliações dos serviços secretos ocidentais.

    Nicolas Chaillan, diretor de software do Departamento de Defesa dos EUA que recentemente renunciou ao cargo em protesto contra o ritmo lento da transformação tecnológica no Exército dos EUA, disse em entrevista ao jornal Financial Times que a incapacidade de responder ao avanço da China coloca os EUA em risco.

    Inteligência artificial (imagem ilustrativa)
    © Foto / Pixabay / geralt
    Inteligência artificial (imagem ilustrativa)
    "Não temos nenhuma chance de lutar contra a China nos próximos 15 a 20 anos. Neste momento, já é um negócio fechado; em minha opinião, já acabou", disse Chaillan, acrescentando que a China está pronta para dominar o futuro do mundo, controlando tudo, desde narrativas da mídia até geopolítica.

    O ex-diretor de software observou ainda que as defesas cibernéticas em alguns departamentos do governo dos EUA estavam no "nível do jardim de infância", avança Reuters.

    Além disso, Chaillan criticou a relutância do Google em trabalhar com o Pentágono na área de inteligência artificial e os extensos debates sobre a ética da IA nos EUA.

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    Tags:
    inteligência artificial, China, EUA, tecnologias, Pentágono
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