08:55 22 Outubro 2021
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    A comunidade científica acreditava que as caudas dos dinossauros tinham uma mera função de equilíbrio, mas uma experiência em uma ave tinamídea revelou uma maior utilidade.

    As caudas de alguns dinossauros eram usadas para correr de forma mais estável e eficiente, descobriu um estudo publicado na revista Science Advances.

    Até agora, os cientistas assumiam que as grandes caudas dos dinossauros bípedes, como os tiranossauros, eram estruturas passivas que só serviam para ajudar no equilíbrio, explica Peter Bishop, autor principal do estudo e professor da Universidade de Harvard, EUA, ao portal Live Science.

    Com a ajuda de um método de simulação utilizado nos campos médico e aeroespacial, Bishop e sua equipe decidiram analisar mais profundamente a biomecânica dos dinossauros bípedes e a função de suas caudas.

    A equipe testou primeiro as simulações em uma ave tinamídea, cujas características são semelhantes às dos dinossauros bípedes antigos.

    Após a utilizar para calibrar as simulações, os cientistas aplicaram ao pássaro um modelo digital feito a partir de tomografias computadorizadas dos fósseis de um Coelophysis bauri, um dinossauro que viveu durante o período Triássico, entre 251,9 milhões e 201,3 milhões de anos atrás, escreve o portal.

    A simulação permitiu aos pesquisadores "ligar" e "desligar" partes do corpo do dinossauro para descobrir exatamente o papel que cada parte desempenhou, enquanto o dinossauro corria do ponto A ao ponto B no menor tempo possível.

    ​Dinossauros bípedes abanavam a cauda enquanto correm, revela um novo estudo

    Os cientistas descobriram que ao remover ou impedir a cauda do dinossauro de se mover, o animal na simulação passou a girar sua pélvis de forma diferente para compensar a cauda ausente ou imóvel.

    "Isto sugere que a cauda teve um papel importante no controle do momento angular, ou seja, o ímpeto de um objeto em rotação. Se você pensar no centro do dinossauro como eixo, a cauda estava trabalhando para manter a criatura equilibrada à medida que seu peso corporal se deslocava da esquerda para a direita durante uma corrida", esclareceu o Live Science.

    Segundo Bishop, é por essa razão que "os humanos agitam seus braços quando caminhamos ou corremos". Como este dinossauro, assim como muitos outros dinossauros bípedes, tinha braços pequenos, os membros fizeram pouco para controlar este equilíbrio dinâmico.

    Além disso, os cientistas descobriram que, se forçassem a cauda a sair de sincronia com as pernas, o dinossauro teria que gastar "massivamente" mais energia, disse Bishop. Isto sugere que a cauda também desempenhou um papel para tornar a locomoção energeticamente eficiente.

    Embora o estudo se tenha concentrado em uma única espécie de dinossauro, os cientistas acreditam que, como o corpo do C. bauri era muito semelhante ao de numerosos dinossauros bípedes, os resultados provavelmente também se aplicam a outras espécies.

    Também se pensa que os resultados poderiam se manter para os dinossauros ambulantes, embora, neste caso, o movimento da cauda seja provavelmente menos vigoroso, disse Peter Bishop.

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