22:18 22 Outubro 2021
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    Cientistas ingleses e alemães afirmam que as quase 4.000 espécies de cobras existentes na atualidade vêm de umas poucas que sobreviveram ao impacto do esteroide que pôs fim à era dos dinossauros há 66 milhões de anos.

    Os autores da pesquisa afirmam que a capacidade das cobras de se esconder sob a terra e de viver sem comida durante períodos longos as ajudou a sobreviver aos efeitos do impacto do asteroide há 66 milhões de anos, segundo um estudo publicado na revista Nature Communications.

    A extinção de seus concorrentes e predadores, incluindo as cobras do Cretáceo e os dinossauros, permitiu que as cobras se movessem para novos nichos, habitats e continentes.

    Naquele tempo, as cobras começaram a se diversificar, produzindo linhagens como víboras, pítons e outras.

    Além disso, os fósseis mostram mudanças na forma das vértebras destes répteis, resultantes da extinção das linhagens do Cretáceo e aparecimento de novos grupos, incluindo as serpentes marinhas de até dez metros de comprimento.

    "A destruição da biodiversidade deixa espaço para que surjam coisas novas e colonizem novas massas da terra. Em última instância, a vida se torna ainda mais diversificada do que antes", disse um dos autores do estudo, Nick Longrich.

    A pesquisa também sugeriu que as cobras começaram a se espalhar em todo o mundo por volta dessa época. Os ancestrais das cobras existentes provavelmente viviam em um lugar no Hemisfério Sul e se espalharam para a Ásia após colisão do asteroide com a Terra.

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    Tags:
    cobras, serpentes, animal, estudo, cientistas
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