01:56 23 Outubro 2021
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    O enterro, localizado junto ao palácio Wolseong, sugere que as mortes foram uma espécie de oferenda para que a construção se mantivesse firme ao longo dos anos.

    A descoberta de diversos restos ósseos em um antigo palácio real na cidade de Gyeongju, na Coreia do Sul, sugere que as lendas sobre rituais de sacrifícios humanos praticados pela dinastia de Silla durante os anos que governou a região, entre 57 a.C. a 935 d.C., eram uma realidade, segundo o jornal Korea JoongAng Daily.

    Restos ósseos de uma mulher foram encontrados a apenas 50 centímetros sobre os restos encontrados em 2017
    © Foto / Instituto Nacional de Patrimônio Cultural de Gyeongju
    Restos ósseos de uma mulher foram encontrados a apenas 50 centímetros sobre os restos encontrados em 2017

    Em 2017, os arqueólogos descobriram restos de um homem e uma mulher sob as muralhas do palácio de Wolseong.

    Apesar de inicialmente considerarem que a morte do casal tivesse sido acidental, a descoberta de abril deste ano de um terceiro corpo pertencente a uma mulher de aproximadamente 20 anos fortalece a teoria de que no local os sacrifícios humanos eram praticados.

    O pesquisador Choi Byung-heon, da Universidade de Soongsil, explicou que o enterro data do século IV, a mesma época em que o palácio foi construído, e que as mortes podem ter sido uma espécie de oferenda para que a construção se mantivesse firme ao longo dos anos.

    Restos ósseos de duas pessoas da dinastia de Silla foram descobertos em 2017
    © Foto / Instituto Nacional de Patrimônio Cultural de Gyeongju
    Restos ósseos de duas pessoas da dinastia de Silla foram descobertos em 2017

    Nenhum dos corpos tinha sinais de violência e, próximo dos dois primeiros esqueletos, foram encontrados também ossos de animais, bem como uma série de objetos utilizados em rituais antigos.

    Entretanto, uma análise dos restos do terceiro corpo revelou que a mulher tinha desnutrição crônica, o que a impedia de crescer, um sinal de seu baixo status social.

    Túmulo enocntrado no palácio Wolseong, na Coreia do Sul
    Túmulo enocntrado no palácio Wolseong, na Coreia do Sul

    Outro sinal incomum notado pelos especialistas é que os três foram enterrados de face para cima na muralha ocidental do templo, de frente para a entrada principal.

    Os especialistas recordaram que isso coincide com os registros históricos sobre estes rituais, que ocorriam antes de iniciar as etapas mais importantes da construção.

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    Tags:
    descoberta, arqueologia, arqueólogo, arqueólogos, Coreia do Sul, palácio, segredo
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