15:01 23 Setembro 2021
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    Um dos aspectos mais incríveis da simulação é que mostra a evolução da matéria durante praticamente os 13,8 bilhões de anos de história do Universo, desde o Big Bang até a atualidade.

    Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu o "Uchuu" (espaço exterior, em japonês), a simulação virtual mais realista do Universo já feita até agora, que precisou do supercomputador japonês ATERUI II para processar três petabytes de dados em apenas um ano, o equivalente a quase um milhão de fotos de um celular de 12 megapixels.

    O Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ, na sigla em inglês) impulsionou este projeto, que contou com a colaboração de grupos de pesquisa dos EUA, França, Itália, Japão, Austrália, Argentina e Chile.

    O Uchuu se concentra na estrutura em grande escala do Universo, que varia desde os aglomerados de galáxias maiores, até as menores, bem como halos de matéria escura.

    A distribuição da matéria escura em foto tirada pelo Uchuu. As imagens mostram o halo de matéria escura do maior aglomerado de galáxias formado na simulação em ampliações diferentes
    © Foto / Tomoaki Ishiyama
    A distribuição da matéria escura em foto tirada pelo Uchuu. As imagens mostram o halo de matéria escura do maior aglomerado de galáxias formado na simulação em ampliações diferentes

    Além disso, um dos aspectos mais incríveis do Uchuu é que simula a evolução da matéria durante praticamente os 13,8 bilhões de anos da história do Universo, desde o Big Bang até a atualidade.

    Em geral, a simulação consta de 2,1 bilhões de partículas em um cubo de 9,3 bilhões de anos-luz, uma dimensão comparável a metade da distância que existe entre a Terra e as galáxias mais distantes jamais observadas.

    Desta maneira, o Uchuu permitirá aos pesquisadores considerar múltiplos cenários, como a colisão de dois buracos negros, e estudar diversos fenômenos sem a necessidade de recorrer às observações diretas.

    "Esperamos que o Uchuu permita estudar a evolução do Universo com um nível de detalhe e um volume de informação sem precedentes", afirmou à EFE Francisco Prada, pesquisador do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, na Espanha.

    Por sua vez, a pesquisadora Julia Ferrer concluiu que "nenhuma outra simulação é capaz de mostrar tanta informação mantendo uma alta resolução", já que normalmente há que "escolher entre uma das duas opções".

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    Tags:
    Universo, simulação, estudo, estudos, cientistas, astrônomo
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