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    Pesquisadores do Canadá encontraram restos de centenas de tiranossauros atacados por outros espécimes, obtendo padrões surpreendentes.

    Os tiranossauros lutavam ferozmente entre si, quase até a morte, de acordo com um estudo publicado na revista Paleobiology e realizado por cientistas do Canadá.

    Como relata na quinta-feira (9) o portal Live Science, foram descobertos 202 crânios e mandíbulas de tiranossauros, que tinham um total de 324 cicatrizes.

    Figuras compostas de cicatrizes faciais que mostram a densidade e a orientação dos ataques de outros tiranossauros
    Figuras compostas de cicatrizes faciais que mostram a densidade e a orientação dos ataques de outros tiranossauros

    Foi também descoberto que os jovens tiranossauros não foram afetados e que apenas cerca de metade dos membros mais velhos da espécie os tinham, indicando a probabilidade de apenas um dos sexos ter participado das lutas.

    "Eles provavelmente estariam assumindo atitudes e se avaliando um aos outro, depois tentariam agarrar a cabeça um do outro entre as mandíbulas", disse Caleb Brown, pesquisador principal e curador do Museu Real Tyrrell em Alberta, Canadá, em um e-mail ao Live Science. A pesquisa sugere que as lutas seriam resultado de competição por território, parceiros ou status superior.

    As cicatrizes faciais foram encontradas em 50% dos tiranossauros grandes (mas ainda não maduros) e em cerca de 60% dos tiranossauros adultos, principalmente nos ossos dos maxilares superior e inferior, e incluíam marcas de perfuração por dentes e cicatrizes alongadas. As mordidelas costumavam ocorrer entre animais do mesmo tamanho, concluiu Brown.

    Osso maxilar superior de gorgossauro cicatrizado
    Osso maxilar superior de gorgossauro cicatrizado

    Esses dados sugerem que os tiranossauros apenas começavam a lutar quando atingiam cerca da metade do crescimento, mas a partir daí isso ocorria regularmente.

    "Estes animais têm idade suficiente para se reproduzirem e estão testando as águas para ver como eles se classificam em relação aos rivais, ou como eles se avaliam em relação aos parceiros potenciais", explica o pesquisador.

    É quase impossível para os cientistas determinar o sexo de um dinossauro, a não ser que sejam encontrados fósseis durante a gravidez ou a postura de um ovo.

    "Nós também não sabemos se [o comportamento de morder] era apenas dos machos, apenas das fêmeas ou de ambos que estavam lutando, mas é interessante considerar os cenários possíveis, especialmente se melhorarmos na determinação dos sexos dos dinossauros no futuro", disse.

    Tiranossauros eram um grupo de dinossauros carnívoros, que viveram entre 86 e 66 milhões de anos atrás, o final do período Cretáceo, que terminou com a queda de um asteroide, que eliminou todas as espécies de dinossauros e também extinguiu muitas outras formas de vida.

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    Tags:
    Canadá, Live Science, Alberta
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