19:48 16 Setembro 2021
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    Durante mais de dois anos, o Google violou as leis de diversos países, pagando a seus funcionários temporários salários inferiores aos que recebiam os funcionários de tempo integral.

    De acordo com o jornal The Guardian, citando documentos e e-mails internos da empresa, desde maio de 2019 a diretoria do Google tinha conhecimento de que estava violando a legislação do Reino Unido e de outros países da Europa e Ásia.

    No entanto, não corrigiu suas práticas imediatamente, pois sugeriu que isso elevaria os gastos.

    Apesar de entender que poderia colocar as empresas de recursos humanos "em uma posição difícil, legal e eticamente", o Google seguiu um plano que previa o cumprimento das leis de maneira lenta e menos custosa possível.

    Em resposta ao jornal, Spyro Karetsos, diretor de cumprimento do Google, reconheceu o erro.

    "Está claro que este processo não foi gerenciado de maneira consistente com os altos padrões que mantemos como empresa", afirmou o diretor, ressaltando que esta faz "uma revisão exaustiva" e está "comprometida a identificar e abordar qualquer discrepância salarial que a equipe ainda não tenha abordado".

    "Realizaremos uma revisão de nossas práticas de cumprimento nesta área. Resumindo, vamos averiguar o que deu errado, por qual motivo isso aconteceu e vamos corrigir", adicionou Karetsos, indicando que "as escalas salariais reais para os funcionários temporários foram elevadas diversas vezes nesse período".

    "A maioria dos funcionários temporários recebeu um pagamento significativamente maior que as taxas de comparação", observou.

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    Tags:
    Google, tecnologia, tecnologias, violação, violação de direitos, Reino Unido, funcionários
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