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    Em 2017, cientistas souberam da existência de uma supernova, a 480 milhões de anos-luz de distância, que emitiu ondas de rádio brilhantes nunca antes vistas.

    Astrônomos trabalhando no complexo de radiotelescópios Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA, confirmaram a existência de um novo tipo de explosão de supernova causada pela colisão de duas estrelas, relata na quinta-feira (2) o portal EurekAlert.

    Em 2017, os astrônomos descobriram um objeto, que chamaram de VT J121001+4959647, que emite ondas de rádio brilhantes nunca antes observadas. As propriedades do objeto se assemelhavam a um remanescente de supernova em expansão interagindo com a matéria circundante, provavelmente ejetada da estrela vários séculos antes de explodir.

    Observações posteriores com o VLA e o telescópio do Observatório Keck no Havaí, EUA, determinaram que a emissão de rádio brilhante veio dos arredores de uma galáxia anã que formava estrelas a cerca de 480 milhões de anos-luz de distância e era consistente com as previsões de fusões criarem uma supernova. Mais tarde, os pesquisadores analisaram os dados de um instrumento a bordo da Estação Espacial Internacional e descobriram que a explosão de raios X ocorreu em 2014.

    "Os teóricos previram que isso poderia acontecer, mas esta é a primeira vez que observamos tal evento", comentou Dillon Dong, estudante de doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), EUA, citado em comunicado da instituição.

    O VLA é um complexo de 27 radiotelescópios que opera como um conjunto de radiotelescópios no sul do Novo México, EUA, com uma capacidade de resolução total equivalente a uma antena de 36 km de diâmetro, devido ao amplo espaçamento de suas antenas. Isso torna o VLA capaz de detectar objetos que não podem ser vistos por outros telescópios, incluindo o novo tipo de supernovas detectado pelos autores do estudo, publicado na revista Science, e apenas teorizado previamente.

    O fenômeno das supernovas convencionais com colapso de seu núcleo ocorre quando uma estrela maciça esgota seu próprio combustível e não pode mais resistir a sua própria gravidade, o que causa uma explosão de supernova, deixando em seu lugar uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.

    A maioria das estrelas maciças nasce em sistemas binários estreitos, onde as estrelas que se encontram em órbitas próximas podem potencialmente entrar em espiral até se fundirem e também deixar um buraco negro ou uma estrela de nêutrons superdensa. De acordo com a teoria sugerida, este tipo de fusão poderia causar uma explosão semelhante à de uma supernova com o colapso do núcleo, mas esses eventos nunca foram observados até agora.

    No caso, a órbita deste buraco negro ou estrela de nêutrons aproximou-se de seu companheiro até entrar em sua atmosfera. Em resultado da interação foi ejetado gás, que formou um anel em expansão ao redor do par de estrelas. O colapso do núcleo da segunda estrela, após a explosão anterior de sua companheira, fez com que ela também explodisse como uma supernova.

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    Tags:
    Novo México, EUA, Instituto de Tecnologia da Califórnia, Instituto de Tecnologia da Califórnia (Cal Tech), Califórnia, Havaí
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