21:26 25 Outubro 2021
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    Uma equipe de cientistas identificou um novo espécime de besouro através do estudo meticuloso de uma coleção de museu. O corpo do inseto que viveu há 49 milhões de anos apresenta estar muito bem preservado.

    Apesar de o animal estar esmagado e fossilizado, parece que poderia abrir suas belas asas e levantar voo, segundo o portal Live Science.

    De acordo com os autores do estudo, publicado na revista científica Papers in Paleontology, é "a coloração à base de pigmentos mais bem preservada entre os fósseis conhecidos de besouro", citados na matéria.

    As caixas de asas, ou "elytra", são uma das partes mais resistentes do exosqueleto de um besouro, mas ainda assim o nível de contraste de cor e clareza observado no fóssil em causa é excepcionalmente raro, explicaram os cientistas.

    Ante tamanha beleza, os responsáveis pela pesquisa batizaram o inseto de Pulchritudo attenboroughi, que significa "Beleza de Attenborough", em homenagem ao famoso naturalista e apresentador de televisão Sir David Attenborough.

    Besouro de 49 milhões de anos parece que foi esmagado ontem.

    Para que um besouro fossilize como o Pulchritudo attenboroughi, "é necessário um sedimento muito fino", disse Frank-Thorsten Krell, autor principal da pesquisa, citado pelo Live Science.

    O inseto estudado viveu durante a época Eocena, que teve início há 55,8 milhões de anos e terminou 21,9 milhões de anos depois - isto é, há 33,9 milhões de anos.

    Após uma análise meticulosa, os cientistas concluíram que o Pulchritudo attenboroughi faz parte de um novo género de uma subfamília de besouros, conhecida pelas suas pernas traseiras robustas: os besouros-pernas-de-rã da família crisomelida.

    O inseto fossilizado é uma fêmea e é apenas o segundo espécime deste tipo de inseto a ser encontrado na América do Norte, onde não vivem atualmente besouros crisomelídeos.

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    Tags:
    besouros, fóssil, museu, pesquisa, América do Norte, descoberta
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