17:53 16 Setembro 2021
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    Astrônomos da NASA realizaram cálculos para determinar a probabilidade de nosso planeta ser atingido por um dos asteroides mais perigosos do Sistema Solar, descobrindo, inclusive, um fenômeno que o acelera.

    A probabilidade de o asteroide Bennu atingir a Terra é de apenas 0,057%, ou de uma chance em 1.750, segundo dados da missão OSIRIS-REx da agência espacial norte-americana NASA publicados na quarta-feira (12).

    "Os dados da OSIRIS-REx nos dão informações muito mais precisas, podemos testar os limites de nossos modelos e calcular a trajetória futura do Bennu com um grau muito alto de certeza até 2135", disse em comunicado Davide Farnocchia, engenheiro de navegação do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA. Nessa data é previsto ocorrer uma grande aproximação a nosso planeta.

    "Nunca modelamos a trajetória de um asteroide com esta precisão antes", comentou.

    Bennu é considerado um dos asteroides mais perigosos do Sistema Solar, junto com o 1950 DA, com uma trajetória orbital à volta do Sol de apenas 1,2 ano, levando a múltiplas aproximações. O corpo celeste tem um diâmetro de cerca de 490 metros.

    Após ser visitado pela sonda OSIRIS-REx, astrônomos detectaram um fenômeno chamado efeito de Yarkovsky, pelo qual os raios do Sol aquecem o lado dianteiro do asteroide. Isso lhe dá um pequeno impulso adicional.

    "O efeito sobre Bennu é equivalente ao peso de três uvas agindo constantemente sobre o asteroide – minúsculo, sim, mas significativo ao determinar as chances de impacto futuro de Bennu nas décadas e séculos vindouros", explicou Steve Chesley, astrônomo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no estudo publicado na revista Icarus.

    Após ter em conta vários fatores, como "buracos gravitacionais", campos gravitacionais do Sol, de outros planetas e seus satélites, de outros asteroides, o vento solar, o arrasto provocado pela poeira do espaço e os próprios eventos de ejeção de poeira de Bennu, a equipe de cientistas apontou o impacto como sendo mais provável em 24 de setembro de 2182.

    "Os dados orbitais desta missão nos ajudaram a apreciar melhor as chances de impacto de Bennu nos próximos séculos e nossa compreensão geral dos asteroides potencialmente perigosos, um resultado incrível", referiu o astrônomo Dante Lauretta da Universidade do Arizona, EUA.

    Apesar disso, "as chances de atingir a Terra são muito baixas", indica a NASA.

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    Tags:
    NASA, Universidade do Arizona, EUA, Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Bennu, OSIRIS-Rex, Terra
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