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    Mundo enfrenta COVID-19 no início de agosto de 2021 (16)
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    Um novo estudo sueco revela que o risco de doenças cardiovasculares perigosas é três vezes maior entre os infectados pela COVID-19.

    Pesquisadores da Universidade de Umea, na Suécia, compararam a frequência de surgimento do infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico entre os infectados pelo coronavírus e os membros do grupo de controle, que sofreram destas doenças, mas não foram infetados pela COVID-19.

    Os cientistas suecos descobriram que a COVID-19 aumentou três vezes o risco de contrair estas doenças, considerando diferentes idades, gêneros e fatores socioeconômicos dos analisados. 86.742 pacientes participaram do estudo, sendo a maior pesquisa deste tipo.

    "Nossos resultados sugerem que a COVID-19 é um fator de risco para infarto agudo de miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico. Isso indica que infarto agudo de miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico fazem parte do quadro clínico da COVID-19 e destaca a necessidade de vacinação contra a COVID-19", segundo diz o estudo publicado na The Lancet.

    Anteriormente, The Lancet publicou os resultados de um estudo observacional de que participaram pacientes de mais de 300 hospitais britânicos. Quase 25% dos pacientes tiveram complicações renais, sendo as consequências mais graves após o coronavírus apresentadas no estudo. 17% tiveram problemas respiratórios e 12% tiveram problemas cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 17 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças cardiovasculares. Os especialistas consideram que cerca de 80% de derrames e ataques cardíacos prematuros podem ser previstos.

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    Mundo enfrenta COVID-19 no início de agosto de 2021 (16)

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    Tags:
    COVID-19, pandemia, novo coronavírus, vírus, doenças cardiovasculares, infarto
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