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    A vizinha de nossa galáxia Via Láctea, a galáxia Andrômeda, é o objeto mais distante observado no céu da Terra, se localizando a cerca de 2,5 milhões de anos-luz.

    Agora, os cientistas conseguiram capturar a imagem de rádio mais detalhada dessa galáxia longínqua, esperando, a partir dela, conseguir identificar e estudar as regiões dentro de Andrômeda onde as novas estrelas nascem, informa o portal Tech Explorist.

    A imagem foi capturada na frequência de micro-ondas de 6,6 GHz, tendo os cientistas recorrido ao Radiotelescópio da Sardenha para obter a imagem nessa frequência, um telescópio de 64 metros totalmente dirigível e capaz de operar em altas frequências de rádio.

    A física Sofia Fatigoni, da Universidade da Colúmbia Britânica, explicou que "esta imagem nos permitirá estudar a estrutura da Andrômeda e seu conteúdo com mais detalhes do que alguma vez foi possível. Compreender a natureza dos processos físicos que ocorrem dentro da Andrômeda nos permitirá entender o que acontece em nossa galáxia mais claramente, como se estivéssemos olhando para nós mesmos a partir de fora", disse ela citada pela mídia.
    Imagem de rádio da galáxia Andrômeda capturada pelo Radiotelescópio da Sardenha
    Imagem de rádio da galáxia Andrômeda capturada pelo Radiotelescópio da Sardenha

    Com base nas observações telescópicas e análise de dados consistente, os cientistas estimaram a taxa de formação de estrelas dentro da galáxia em estudo. Adicionalmente, ainda criaram um mapa detalhado que destacou o disco da galáxia como a região onde nascem novas estrelas.

    Andrômeda em micro-ondas!
    Usando o radiotelescópio da Sardenha (66 horas de observação), os astrônomos mapearam nossa galáxia espiral vizinha em 6,6 GHz, apresentando um adorável anel com estrelas em formação.
    Belo trabalho!

    "Em particular, fomos capazes de determinar a fração das emissões devidas aos processos térmicos relacionados com as primeiras estações de formação de novas estrelas e a fração dos sinais de rádio atribuíveis a mecanismos não térmicos devido aos raios cósmicos que espiralam no campo magnético presente no meio interestelar", informou o dr. Elia Battistelli, professor no Departamento de Física na Universidade de Roma "La Sapienza" e coordenador do estudo.

    A partir do mapa, os cientistas foram capazes de identificar cerca de 100 diferentes fontes pontuais, incluindo estrelas, galáxias e outros objetos no fundo da galáxia Andrômeda.

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    Tags:
    Via Láctea, galáxias, astronomia, estrelas, ciência
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