05:53 26 Setembro 2021
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    Cientistas do Museu de Ciências Naturais de Miramar, Argentina, encontraram no país restos de um Desmodus draculae, uma espécie de morcego que se extinguiu por volta do século XIX.

    Paleontólogos na Argentina encontraram os restos de um morcego-vampiro gigante que viveu há cerca de 100.000 anos, relata o Museu de Ciências Naturais de Miramar local.

    Enrico de Lazaro: Fóssil de 100.000 anos de idade de morcego-vampiro gigante encontrado na Argentina

    A descoberta foi feita perto da cidade de Miramar, na província de Buenos Aires, dentro da toca de uma preguiça-gigante, em sedimentos que datam do período Pleistoceno.

    O fóssil, que consiste em um ramo mandibular, pertencia a um exemplar da espécie Desmodus draculae, que foi encontrado pela primeira vez na Venezuela em 1988. Seu nome refere-se a Drácula, personagem fantasmagórica fictícia criada pelo escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912).

    Os espécimes descobertos viviam durante o Quaternário das Américas (que se iniciou há 2,59 milhões de anos), e eram maiores que o vampiro comum, o Desmodus rotundus, com uma envergadura de asa de até 50 cm e uma massa corporal de 60 g, tornando-o o maior morcego-vampiro conhecido de todos os tempos, escreve na segunda-feira (26) o portal Sci-News.

    "O fóssil de um morcego-vampiro gigante de 100.000 anos foi encontrado na Argentina". É uma espécie ligeiramente mais velha do que o morcego-vampiro de hoje.

    Os morcegos-vampiros são mamíferos que vivem apenas nas Américas, e são conhecidos por se alimentarem do sangue de outros animais.

    "Eles são a única família de morcegos no mundo a despertar a curiosidade com base nas lendas da Transilvânia e seu assustador conde Drácula", explicou Mariano Magnussen, do Laboratório Paleontológico do Museu de Ciências Naturais de Miramar, e pesquisador da Fundação Azara, onde o novo espécime é mantido. O estudo foi publicado na revista Ameghiniana.

    "Mas na realidade são animais pacíficos que se alimentam do sangue de animais, e às vezes humanos, por alguns minutos, sem causar qualquer desconforto, tanto que suas falsas vítimas nem sequer o sentem", diz.

    No entanto, o especialista advertiu que a mordida de um desses morcegos pode transmitir raiva ou outras doenças se eles estiverem infectados.

    Segundo o Museu de Ciências Naturais Miramar, outro detalhe importante da descoberta desta mandíbula é que ela fornece dados paleoambientais e paleoclimáticos sobre o Pleistoceno Superior, já que o Desmodus rotundus está atualmente 400 quilômetros ao norte da localização do morcego-vampiro de Miramar. Isso indicaria condições ambientais no arroio La Ballenera diferentes das de hoje.

    Desmodus draculae foi o último dos grandes mamíferos voadores, que se extinguiu durante a época colonial, por volta de 1820. Pensa-se que isso tenha sido causado pela chamada Pequena Era Glacial, um período frio do início do século XIV até meados do século XIX.

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