16:06 31 Julho 2021
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    Cientistas estudaram 90 galáxias próximas à Via Láctea através do telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, criando com isso imagens que mostram os locais de jovens estrelas e sua formação.

    O telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, captou e compartilhou na sexta-feira (16) imagens nítidas de galáxias próximas que se parecem com fogos de artifício coloridos e lançam luz sobre a evolução estelar.

    Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
    Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

    As imagens mostram os componentes das galáxias em diferentes cores, permitindo aos astrofísicos localizar as jovens estrelas e o gás que elas estão aquecendo ao seu redor.

    Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
    Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

    Durante a pesquisa os cientistas examinaram 30.000 nebulosas de gás quente em 15 milhões de espectros e 100.000 regiões de gás frio em 90 galáxias próximas à Terra. A combinação destes dados com observações do radiotelescópio chileno ALMA permite que os pesquisadores aprendam mais sobre o que desencadeia a formação de estrelas. Este telescópio "é particularmente adequado para mapear nuvens de gás frio", explica o comunicado do Observatório Europeu do Sul.

    "Pela primeira vez estamos resolvendo unidades individuais de formação de estrelas em uma ampla variedade de locais e ambientes, dentro de uma amostra que representa bem os diferentes tipos de galáxias", explica o autor principal do estudo Eric Emsellem, da Universidade de Heidelberg, Alemanha.

    O astrofísico sublinha que ele e sua equipe podem "observar diretamente o gás que dá origem às estrelas, ver as próprias estrelas jovens e testemunhar sua evolução através de várias fases". Estas são as nuvens de gás frio que fornecem o material a partir do qual as estrelas se formam. Os astrofísicos europeus comparam os fogos de artifício cósmicos a "viveiros estelares", onde as estrelas nascem e crescem.

    Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
    Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

    Agora os autores do estudo planejam "resolver mais mistérios", em particular, descobrir se as estrelas se formam em regiões específicas do Universo e como a evolução influencia a formação de novas gerações de estrelas.

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    Tags:
    Via Láctea, VLT, Chile, Observatório Europeu do Sul, Alemanha
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