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    Pesquisadores norte-americanos encontraram fragmentos diferentes de um mesmo artefato na Nova Zelândia e nos EUA, permitindo ler um texto escrito há 2.300 anos.

    Egiptólogos dos EUA encontraram parte de uma faixa funerária de múmia em uma base de dados digitalizada da Coleção James Logie do Museu Teece de Antiguidades Clássicas, em Christchurch, Nova Zelândia, relata na quinta-feira (15) o tabloide The Daily Mail.

    Dois fragmentos de sudário com o Livro dos Mortos egípcio foram reunidos!

    A outra parte do artefato, que retrata cenas e feitiços do Livro dos Mortos do Egito, foi descoberta no Instituto Getty, Califórnia, EUA. O achado permitiu aos pesquisadores ler textos escritos na faixa de linho usada para envolver um corpo que remonta a 300 a.C.

    Inicialmente, os egípcios escreviam diretamente nas paredes do túmulo, no entanto, em períodos posteriores, escreviam em papiro e no linho usado para envolver os corpos mumificados.

    As inscrições são compilações de capítulos do Livro dos Mortos, um antigo texto funerário egípcio usado desde o início do Novo Reino (por volta de 1550 a.C.) até cerca de 60 a.C.. Ambas as partes da faixa de linho estão cobertas com escrita hierática, de acordo com um comunicado da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia.

    "Há uma pequena lacuna entre os dois fragmentos. No entanto, a cena faz sentido, o encantamento faz sentido, e o texto lhe dá [uma explicação] exata. É simplesmente incrível juntar fragmentos remotamente", disse Alison Griffith, professora e especialista em arte egípcia.

    "A crença egípcia era que o falecido precisava de coisas mundanas em sua jornada para o além, então a arte em pirâmides e tumbas não é arte como tal, são realmente cenas de ofertas, suprimentos, servos e outras coisas necessárias para a vida 'no além'", explicou.

    As pinturas representam açougueiros matando um boi como oferenda, homens carregando móveis, quatro porta-estandartes com animais (falcão, ibis e chacal), um barco funerário com as figuras das deusas Isis e Néftis de cada lado, e um homem puxando uma marreta com uma imagem de Anúbis, protetor dos mortos.

    Parte de faixa de múmia rasgada de 2.300 anos, coberta com hieróglifos do antigo Livro dos Mortos egípcio, foi reunida digitalmente com outra parte arrancada e há muito perdida

    No entanto, na opinião de outro cientista, ainda há mais por encontrar.

    "Este fragmento de linho é apenas um pequeno pedaço de um conjunto de faixas de tecido que foram arrancadas dos restos de um homem chamado Petosiris.

    Fragmentos dessas peças estão agora espalhados pelo mundo, tanto em coleções institucionais como privadas", disse o dr. Foy Scalf, diretor dos arquivos do Instituto Oriental da Universidade de Chicago, EUA.

    "É um destino infeliz para Petosiris, cujo enterro foi tão cuidadoso e caro. E, claro, isso levanta todo tipo de questões éticas sobre a origem dessas coleções e nossas práticas contínuas de colecionar", relatou.

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    Tags:
    EUA, Nova Zelândia, Egito, Daily Mail, Twitter, Christchurch, Califórnia, Universidade de Chicago
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