20:02 02 Agosto 2021
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    A densidade destes buracos negros foi detectada no aglomerado estelar Palomar 5, localizado na constelação da Serpente, a uma distância de 76.000 anos-luz da Terra.

    Uma equipe de astrônomos descobriu uma centena de buracos negros, constituindo aproximadamente 20% do aglomerado estelar.

    Os astrofísicos sabiam que a maioria das fusões de buracos negros ocorre nos aglomerados estelares globulares, porém não sabiam qual o número de buracos que poderiam conter.

    A pesquisa, publicada na Nature Astronomy, sugere que o Palomar 5 está se rompendo em pedaços, dando lugar às chamadas correntes estelares, finas cintas de matéria e estrelas que cercam nossa galáxia.

    Os astrônomos tentaram reproduzir o processo das correntes estelares utilizando imagens detalhadas do Palomar 5, criando um modelo digital do aglomerado, que reproduz 11,5 bilhões de anos de sua existência.

    Estes cálculos demonstram que a aparência moderna do Palomar 5, sua massa e estrutura das correntes de estrelas associadas só podem ser explicados se seu centro esconder 100-120 buracos negros com uma massa 17-20 vezes maior do que o Sol.

    Estas discrepâncias são devido ao fato de que os buracos negros expulsam constantemente estrelas do aglomerado estelar, porém eles mesmos raramente o abandonam, aumentando simultaneamente a quantidade e conduzindo à formação de "correntes estelares".

    Com a descoberta, os cientistas podem estimar a frequência com ocorre a fusão dos buracos negros nos aglomerados estelares e esclarecer seu papel na formação das ondas gravitacionais.

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    Tags:
    pesquisa, cientistas, estudo, buraco negro, constelação, galáxias
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