05:51 03 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    1130
    Nos siga no

    Os cientistas sugerem que essa cratera poderia ter sido um lugar perfeito para o nascimento de nova vida.

    Uma equipe internacional de cientistas descobriu que o impacto do asteroide que acabou com os dinossauros há 66 milhões de anos ainda está moldando a vida microbiana presente no local onde o corpo celeste caiu, segundo estudo recentemente publicado na revista Frontiers in Microbiology.

    O referido asteroide caiu na atual península mexicana de Iucatã, formando a cratera de Chicxulub, de cerca de 180 quilômetros de largura. Esse impacto liberou energia equivalente a vários milhões de bombas atômicas, provocando a extinção de três quatros das espécies da Terra.

    Cratera Chicxulub - Mexico
    © Foto / Wikipedia
    Cratera Chicxulub - Mexico

    De acordo com a autora principal do estudo, Bettina Schaefer, da Universidade de Curtin, na Austrália, embora o impacto do asteroide tenha provocado grande destruição nos organismos e ecossistemas da Terra, a cratera originada poderia ser um lugar perfeito para o surgimento de nova vida.

    "O calor e a pressão do impacto criaram uma área esterilizada que provocou uma extinção localizada dos micróbios que ali viviam", disse a cientista. "Mas aproximadamente um milhão de anos depois do impacto, a cratera esfriou a temperaturas suficientemente baixas para que a vida microbiana retornasse e evoluísse de forma isolada durante os últimos 65 milhões de anos", explicou.

    Os cientistas notaram que as bactérias que habitam as rochas graníticas (pobres em nutrientes e ainda relativamente quentes), no fundo da cratera, diferem significativamente dos microorganismos presentes nas camadas superiores e nos sedimentos marinhos depositados lá milhões de anos depois.

    "Estas descobertas deram uma ideia da vida microbiana em ambientes extremos e de como a vida se recupera de eventos violentos como os impactos de asteroides", afirmou o geomicrobiólogo Marco Coolen, um dos coautores do estudo.

    Como a biosfera microbiana profunda joga um papel importante no ciclo global do carbono, é interessante investigar como essas comunidades microbianas conseguiram se recuperar desse catastrófico evento geológico.

    Mais:

    Fósseis encontrados na China revelam mescla entre dinossauros e aves (FOTO)
    Dinossauros habitavam nos Polos Norte e Sul e seriam de sangue quente, sugere estudo (FOTOS)
    Novo estudo diz que dinossauros estavam sujeitos à extinção muito antes do asteroide
    Tags:
    micróbios, dinossauro, asteroide, cratera, México
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar