06:03 01 Agosto 2021
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    Arqueólogos em Antígua e Barbuda, no Caribe, encontraram o que acreditam ser os restos de um navio de guerra francês do século XVIII, que teria sido utilizado por colonos americanos na Guerra da Independência.

    Segundo conta o tabloide Daily Mail, os especialistas teorizam que os vestígios encontrados possam pertencer ao Beaumont, um navio francês de 990 toneladas construído em 1762.

    Contudo, o Beaumont apenas serviu à França por dois anos, antes de ser vendido para uma entidade privada e ser rebatizado como Lyon.

    Algum tempo depois, o Lyon foi usado pelos colonos americanos durante a Revolução Americana, até ser capturado ao largo da costa da Virgínia pelo HMS Maidstone, um navio da Marinha Real britânica.

    Os vestígios em causa estariam submersos apenas 2,4 metros abaixo da superfície da baía Tank.

    Mergulhador observando destroços de navio do século XVIII que, possivelmente, foi usado durante a Revolução Americana
    © Foto / Jean-Sebastien Guibert
    Mergulhador observando destroços de navio do século XVIII que, possivelmente, foi usado durante a Revolução Americana

    Recentemente, o mergulhador Maurice Belgrave reportou que tinha avistado uma alegada grande costela de navio no fundo da baía. Mas só na semana passada é que os arqueólogos puderam confirmar a existência de um navio naufragado no local, chegando a medir quase 40 metros de comprimento.

    Se os pesquisadores estiverem corretos, poderiam estar ante o único naufrágio com casco intacto construído pela Companhia Francesa das Índias Orientais, aponta a mídia.

    Criada pelo rei Luís XIV em 1664, a Companhia Francesa das Índias Orientais deveria competir com as companhias de comércio inglesa e holandesa no Sudeste Asiático.

    Já o que aconteceu ao navio em questão após a captura ainda é um mistério, apesar de uma embarcação com características semelhantes ter sido registrada no mapa das Docas de Nelson, em English Harbour, Antígua, em 1780.

    Ao analisarem e estudarem a madeira dos restos do navio, os arqueólogos poderão saber mais sobre sua identidade e causas de seu naufrágio
    © Foto / Jean-Sebastien Guibert
    Ao analisarem e estudarem a madeira dos restos do navio, os arqueólogos poderão saber mais sobre sua identidade e causas de seu naufrágio
    Felizmente, a lama do local ajudou na preservação dos restos do navio, possibilitando um melhor estudo sobre sua identidade e o que pode ter acontecido com ele.

    Na semana passada, durante uma expedição de seis dias, uma equipe liderada pelo arqueólogo Jean-Sebastien Guibert, da Universidade das Antilhas, usou um sonar de varredura lateral e um magnetômetro para localizar os vestígios da embarcação descritos por Belgrave.

    Os pesquisadores se concentraram primeiro em determinar as dimensões do naufrágio para ver se correspondiam com as do Lyon. O casco que encontraram, agora sinalizado com boias laranja, é grande o suficiente para poder ser o Lyon, disse Guibert citado pela mídia.

    Apenas madeira e lastro foram encontrados até o momento. Os arqueólogos acreditam que é provável que o navio tenha sido despojado de quaisquer equipamentos ou artefatos valiosos antes de afundar ou, quiçá, ter sido intencionalmente afundado.

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    Tags:
    Antígua e Barbuda, Caribe, naufrágio, navio, revolução
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