05:52 03 Agosto 2021
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    Cientistas descobriram um novo tipo de supernova, ou explosão estelar, que oferece uma diferente visão sobre o intenso ciclo de vida das estrelas.

    A explosão estelar aconteceu em março de 2018, a aproximadamente 31 milhões de anos-luz da Terra, e foi observada pelo Telescópio Hubble, que conseguiu registrar a estrela enfraquecida antes da explosão.

    A nova pesquisa, focada na supernova 2018zd, confirma uma previsão feita pelo astrônomo da Universidade de Tóquio, Japão, Ken'ichi Nomoto, há mais de 40 anos.

    O novo tipo é a chamada "supernova de captura de elétrons", um corpo celeste que teria como progenitoras as estrelas maciças de ramos gigantes superassintóticos.

    Captura da supernova SN 2018zd feita pelo telescópio Hubble
    © Foto / NASA/STSCI/J. Depasquale; Observatório Las Cumbres
    Captura da supernova SN 2018zd feita pelo telescópio Hubble

    Daichi Hiramatsu, estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, EUA, liderou a equipe de pesquisadores que reuniu dados sobre a supernova 2018zd durante dois anos após ela ter sido observada pela primeira vez.

    A teoria de Nomoto sugere que estas supernovas carregam uma assinatura química incomum depois de ocorrer, o que os pesquisadores observaram nos dados da 2018zd.

    Além disso, o fenômeno atendia outros cinco critérios da teoria de Nomoto para um novo tipo de supernova, incluindo a forte perda de massa antes da supernova, uma explosão fraca, baixa radioatividade, um núcleo rico em elementos como oxigênio, neon e magnésio, e uma estrela maciça de ramos gigantes superassintóticos, que são estrelas raras, vermelhas gigantes, velhas e inchadas.

    A partir desta descoberta, os cientistas conseguiram traçar uma relação entre o 2018zd e uma supernova medieval da Via Láctea que, em 1054 d.C, apresentava tamanho brilho que pôde ser observada durante o raiar do Sol ao longo de 23 dias e, à noite, por quase dois anos.

    O remanescente ficou conhecido como Nebulosa do Caranguejo e, até então, era a candidata mais próxima de uma supernova de captura de elétrons, mas, em parte, pois a explosão ocorreu há quase mil anos, e a associação ainda era incerta.

    Para Andrew Howell, cientistas da equipe do Observatório Las Cumbres, também na Califórnia, a supernova fornece detalhes inéditos sobre como estrelas de nêutrons são formadas, vivem e morrem.

    "[A supernova] está nos ajudando a associar uma coisa que não entendemos totalmente, a associação entre a Nebulosa do Caranguejo a outras coisa da qual temos registros modernos incríveis, como esta supernova", avaliou.

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    Tags:
    nebulosa, espaço, supernova, cientistas, mistério, estudo
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