05:42 01 Agosto 2021
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    Pesquisadores da Universidade de Maryland (UMD) nos EUA criaram a primeira imagem de alta resolução de uma bolha de plasma quente e gás ionizado em expansão onde nascem as estrelas.

    As imagens anteriores de baixa resolução não mostravam claramente a bolha nem revelavam como ela se expandia para o gás circundante.

    Para analisar uma das regiões mais brilhantes e massivas de formação estelar na Via Láctea, os cientistas usaram dados coletados pelo telescópio do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) da NASA, escreve portal SciTechDaily.

    A análise revelou que existe apenas uma única bolha de gás quente em expansão que rodeia o aglomerado de estrelas Westerlund 2, refutando estudos anteriores que sugeriam que poderia haver duas bolhas em torno deste aglomerado estelar. Além disso, foi identificada a fonte da bolha e a energia que impulsiona sua expansão. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

    "Quando as estrelas massivas se formam, elas descarregam ejeções muito mais fortes de prótons, elétrons e átomos de metais pesados em comparação com nosso Sol", disse Maitraiyee Tiwari, pesquisadora associada de pós-doutorado do Departamento de Astronomia da UMD e autora principal do estudo.

    "Estas ejeções são chamadas de ventos estelares, e ventos estelares extremos são capazes de soprar e moldar bolhas nas nuvens circundantes de gás frio e denso", explicou.

    Nebulosa galáctica RCW 49 retratada acima é uma das regiões de formação estelar mais brilhantes da Via Láctea. Ao analisar o movimento dos átomos de carbono em uma bolha de gás em expansão em torno do aglomerado estelar Westerlund 2 dentro da nebulosa RCW 49, pesquisadores criaram a imagem mais nítida até hoje de uma bolha impulsionada pelo vento estelar, um local onde nascem estrelas
    © Foto / NASA/JPL-Caltec/E.Churchwell (University of Wisconsin)
    Nebulosa galáctica RCW 49 retratada acima é uma das regiões de formação estelar mais brilhantes da Via Láctea. Ao analisar o movimento dos átomos de carbono em uma bolha de gás em expansão em torno do aglomerado estelar Westerlund 2 dentro da nebulosa RCW 49, pesquisadores criaram a imagem mais nítida até hoje de uma bolha impulsionada pelo vento estelar, um local onde nascem estrelas

    As superfícies dessas bolhas em expansão são compostas de um gás denso de carbono ionizado e formam uma espécie de concha exterior em torno das bolhas. Acredita-se que novas estrelas se formam dentro destas conchas.

    Tiwari, junto com sua equipe, criou uma imagem mais nítida da bolha em torno de Westerlund 2 medindo a radiação emitida pelo aglomerado em todo o espectro eletromagnético, de raios X de alta energia a ondas de rádio de baixa energia.

    Além de terem encontrado uma única bolha impulsionada pelo vento estelar em torno de Westerlund 2, os astrônomos descobriram evidências de formação de novas estrelas na região da concha da referida bolha.

    Os resultados de sua pesquisa também sugerem que à medida que a bolha se expandia, há cerca de um milhão de anos, ela se rompeu de um lado, liberando o plasma quente e desacelerando a expansão da concha. No entanto, entre 200.000 e 300.000 anos atrás, uma estrela brilhante evoluiu no Westerlund 2, e sua energia revigorou a expansão da concha do mencionado aglomerado estelar.

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    Tags:
    Universo, Via Láctea, telescópio, NASA, nebulosa
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