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    Coronavírus no mundo no início de junho de 2021 (22)
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    Segundo um virologista alemão envolvido no aconselhamento sobre os passos a tomar durante a pandemia do coronavírus, é possível evitar novas ondas pandêmicas, mas na época de outono e inverno o vírus deverá virar endêmico.

    A pandemia da COVID-19 pode virar epidemia até o próximo outono ou inverno, adverte Christian Drosten, virologista principal do Hospital Charité em Berlim, Alemanha, no podcast de terça-feira (8) da rádio alemã NDR.

    Segundo ele, o número de casos do coronavírus vai aumentar depois do verão, e isso deverá marcar o início de uma "nova fase endêmica" ou "epidemia sazonal", que durará anos, mas poderá ser controlada por novas doses de vacinas.

    "No momento estamos em uma frase de transição. O próximo objetivo que temos que ter em nossa visão como sociedade é que 80% da população adulta tenha sido totalmente vacinada", disse ele, em referência à Alemanha, que procura cumprir esse objetivo até agosto ou meados de setembro.

    Assim, Drosten crê que no próximo inverno o aumento do número de casos "provavelmente será interpretado no futuro como tendo sido o primeiro efeito endêmico, o efeito normal do inverno", com a COVID-19 tendo comportamento parecido aos tipos de coronavírus que produzem sintomas semelhantes aos do resfriado, afirma.

    Na opinião do virologista, que tem sido uma voz-chave através de conselhos transmitidos ao governo e decisores de políticas de saúde pública relativamente à pandemia na Alemanha, apesar das indicações de que os casos de SARS-CoV-2 estariam cada vez mais controlados, o maior perigo agora vem de pessoas que falham a segunda dose da vacina, ou que pensam que elas não são mais necessárias, sendo preciso tomar medidas para motivar as pessoas para o ato.

    No outono, ele espera ver um "quadro cada vez mais competitivo de variantes de escape imunológico, porque o status imunológico da população será mais heterogêneo". No momento, maior atenção é prestada à disseminação da variante de coronavírus da Índia, que neste momento representa apenas cerca de 2% dos novos casos na Alemanha.

    Apesar de possíveis novos surtos, Christian Drosten não considera muito provável ocorrer uma "quarta onda".

    Tema:
    Coronavírus no mundo no início de junho de 2021 (22)

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    Tags:
    Berlim, Índia, Alemanha, COVID-19
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