02:28 21 Junho 2021
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    O cérebro dos índios da tribo amazônica tsimane envelhece de maneira diferente da dos norte-americanos ou europeus, resultando em uma mais lenta redução do volume cerebral e, muito provavelmente, menor risco de deficiências cognitivas.

    Tal conclusão foi tirada pelos cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, cujo artigo foi publicado recentemente na revista científica The Journals of Gerontology, Series A.

    O segredo da vida longa é contido no estilo de vida tradicional dos tsimane. Essa tribo indígena da periferia boliviana da floresta amazônica vive hoje praticando formas tradicionais de agricultura, caça, coleta e pesca – continuando as práticas de seus ancestrais, escreve o portal Science Alert.

    Acreditava-se que os tsimane, que não recebem assistência médica moderna, estariam sob risco mais alto de infecções e, em consequência, inflamações mais frequentes. Por sua vez, a inflamação sistêmica levaria à acelerada atrofia do cérebro.

    No entanto, nos tsimane são registrados os níveis mais baixos do mundo no desenvolvimento da cardiopatia isquêmica devido a seu modo de vida ativo e dieta pobre em calorias.

    Da pesquisa participaram 746 membros da tribo, de idades entre 40 e 94 anos, tendo os cientistas calculado o volume de seus cérebros por meio de tomografia computadorizada.

    Neles foi observada uma redução do volume cerebral mais lenta, em comparação com participantes da Alemanha, EUA e Países Baixos. Assim, o estado do sistema circulatório se revela mais importante para o envelhecimento saudável do cérebro do que os fatores inflamatórios ligados às infecções.

    Em geral, o modo de vida atual é acompanhado por um ritmo acelerado da redução do volume do cérebro em cerca de 70%, dependendo da idade.

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    Tags:
    envelhecimento, cérebro, Bolívia, povos indígenas
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