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    Nova pesquisa de fósseis de peixes marinhos no Deserto Oriental Africano, no Egito, forneceu imagens de um ecossistema durante um evento de aquecimento extremo, e pode dar mais informações sobre o futuro.

    O Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, na sigla em inglês) foi um intervalo curto de temperaturas extremamente elevadas há 56 milhões de anos que com frequência é descrito como o melhor análogo antigo do aquecimento global atual.

    Os peixes estão entre os organismos mais sensíveis às alterações climáticas. As temperaturas tropicais de superfície do mar durante o PETM provavelmente se aproximaram das temperaturas que são letais para algumas espécies de peixes marinhos modernos.

    Figura S6. Percomorfo indeterminado. Escala equivale a 5 milímetros
    Figura S6. Percomorfo indeterminado. Escala equivale a 5 milímetros
    No entanto, a descoberta recente de fósseis de peixes em um local no Deserto Oriental Africano sugere que os peixes marinhos prosperaram pelo menos em algumas áreas tropicais durante o PETM, segundo novo estudo publicado na revista Geology.

    A pesquisa fornece imagens de um ecossistema durante um evento de aquecimento extremo e pode dar mais informações sobre o futuro.

    A coleção de fósseis recentemente descoberta, conhecida como Ras Gharib, foi escavada no Deserto Oriental Africano no Egito, a uma distância de cerca de 321 quilômetros da capital, Cairo. Os fósseis fornecem a primeira imagem clara sobre a diversidade de peixes marinhos nos trópicos durante o PETM.

    Entre os fósseis encontrados estão os do grupo chamado Percomorph acanthomorphs, que inclui os peixes bluegill, picão-verde e tantos outros. Esses são os mais diversos tipos de peixes de Ras Gharib.

    Figura S5. Percomorfo indeterminado. Escala equivale a 10 milímetros
    Figura S5. Percomorfo indeterminado. Escala equivale a 10 milímetros
    Os cientistas revelam que enquanto os peixes marinhos da área prosperaram durante o PETM, os ecossistemas de recifes de corais foram praticamente eliminados em baixas latitudes, ao mesmo tempo que moluscos e caracóis mostraram uma resposta silenciosa ao evento, e alguns tipos de plânctons parecem ter diversificado.

    "Os impactos nos ecossistemas envolvem a interação de múltiplos grupos", disse o paleontólogo Matt Friedman. "A sobrevivência de um grupo em isolamento não deve ser considerada uma evidência de que a mudança climática é algo a ser ignorada."

    Além disso, os pesquisadores destacam que enquanto o PETM é o melhor análogo do aquecimento global atual, a comparação ainda é imperfeita.

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    Tags:
    mar, aquecimento, Egito, peixe, pesquisa
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