06:04 14 Junho 2021
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    Cientistas descobrem que bactérias recém-isoladas encontradas no excremento da cobra-trepadeira são resistentes a pelo menos 35 tipos de antibióticos. Organização Mundial das Saúde alerta que 70% das doenças infecciosas têm sua origem em microrganismos da vida selvagem.

    Uma equipe de pesquisadores na Índia descobriu duas novas espécies de bactérias nas fezes de uma cobra presente em vários países asiáticos, e que se chegarem ao contato humano, podem causar doenças graves difíceis de curar, de acordo com o portal NDTV.

    A pesquisa foi realizada por cientistas da Faculdade Shri Shiv Chhatrapati em conjunto a outras organizações acadêmicas.

    A cobra estudada é do gênero Ahaetulla nasuta, conhecida popularmente como cobra-trepadeira, uma espécie levemente venenosa. Em suas fezes, os especialistas encontraram duas superbactérias da família Planococcaceae, e dada sua ampla resistência e alta taxa de transmissibilidade, esses microrganismos podem representar perigo para saúde humana.

    Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato das bactérias serem resistentes a 35 tipos diferentes de antibióticos, o que as tornariam ainda mais difíceis de superar caso uma pessoa se contagie.

    "A bactéria aqui relatada pertence à família Planococcaceae e algumas espécies dessa família são patogênicas por natureza, por isso é importante identificar as bactérias em cobras porque podem causar doenças infecciosas", disse o dr. Ravindra Chaudhari, um do autores do estudo citado pela mídia.

    De acordo com os pesquisadores, se contraídos, esses microrganismos podem causar celulite, necrose dos tecidos, gangrena dos dedos das mãos/pés ou fasciíte necrosante extensa.

    Nesses casos, a medicação mais indicada é, justamente, os antibióticos, mas diante da resistência das bactérias a essa droga, ainda não existe tratamento para tal, e por isso sua contração pode ter consequências tão severas.

    Os autores lembram que a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou recentemente que 70% das doenças infecciosas têm sua origem devido a microrganismos da vida selvagem.

    "Recentemente, foi observado que as cobras krait chinesa e a naja podem ter sido a fonte original do coronavírus. Quando os pesquisadores realizaram uma análise bioinformática mais detalhada da sequência de 2019-nCoV, ficou sugerido esse fato", disse o dr. Chaudhari.

    O pesquisador acrescenta que "é melhor começarmos uma pesquisa nessa direção e fazer alguns medicamentos antibióticos" antes que seja tarde demais.

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    Tags:
    doença, infecções graves, antibióticos, Cobra
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