02:23 21 Junho 2021
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    Astrônoma Beatriz Villarroel e seus colegas do Instituto Nórdico de Física Teórica afirmam que nos últimos 70 anos desapareceram potencialmente centenas de estrelas do céu.

    O grupo de cientistas chegou a esta conclusão graças ao projeto VASCO, que tem sido conduzido desde 2017 e cujo objetivo é fazer uma comparação sistemática de mapas astronômicos fotografados contemporaneamente com os feitos na década de 1950 por astrônomos do Observatório Palomar, no estado norte-americano da Califórnia.

    De acordo com a astrônoma, o método permite determinar as estrelas desaparecidas e distingui-las daquelas com brilho simplesmente flutuante através do tempo, escreve portal Space.

    "Sabemos que existem [estrelas] variáveis, mas suas escalas de tempo tendem a ser alguns anos no máximo. Queremos encontrar algo que vá de uma estrela completamente estável a desaparecer por completo; isto não foi documentado, e é este tipo de descoberta que poderia conduzir a uma nova física", ponderou Villarroel.

    Uma etapa importante no processamento do enorme conjunto de dados é a atividades dos voluntários.

    "Nossa equipe de tecnologia de informação da Universidade de Uppsala desenvolveu um site de ciência cidadã ml-blink.org, onde você pode entrar e combinar imagens. Temos desenvolvedores de jogos de computador que procuraram criar o design [do site] para que seja mais atraente, também temos inteligência artificial em desenvolvimento", detalhou.

    Supernova Cas A, na constelação de Cassiopeia, ajudou os astrônomos a revelar qual destino espera a Terra e outros planetas do Sistema Solar após a morte do Sol
    © NASA . NASA, JPL-Caltech
    Supernova Cas A, na constelação de Cassiopeia, ajudou os astrônomos a revelar qual destino espera a Terra e outros planetas do Sistema Solar após a morte do Sol
    O método já permitiu detectar mais de 800 estrelas potencialmente desaparecidas, o que é oito vezes mais do que a quantidade anunciada em dezembro de 2019.

    Agora os cientistas analisam os objetos, tentando classificá-los de acordo com categorias já conhecidas, como anãs vermelhas, supernovas ou variáveis.

    Ao mesmo tempo, a astrônoma indica que é quase certo que se trata de uma mistura de objetos de diferentes tipos, indicando que objetos que não se encaixem nesta ou naquela classe podem ser evidências de vida extraterrestre, por exemplo, a construção de uma esfera de Dyson, que é uma hipotética megaestrutura em forma de bolha que cobre uma estrela para usar toda a energia produzida por esta.

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    Tags:
    espaço distante, astrônomo, Universo, estrelas, vida extraterrestre
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