07:17 14 Junho 2021
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    Em 2020, o astrônomo amador Clyde Foster descobriu uma forma oval em Júpiter perto da famosa Grande Mancha Vermelha.

    Nesse ano, a espaçonave Juno da NASA passou pelo planeta e observou com precisão o local, apelidado de Mancha de Clyde. A sonda "revisitou" o mesmo lugar em abril de 2021, descobrindo que agora possuía um aspecto completamente diferente, informa o site CNET.

    Em um comunicado na terça-feira (18) a NASA descreve o local como "uma nuvem de matéria em erupção acima das camadas superiores da atmosfera de Júpiter". O planeta, que é o maior de nosso Sistema Solar, é também conhecido por produzir formações atmosféricas peculiares, muitas das quais se dissipam rapidamente. Contudo, ao que parece, a Mancha de Clyde tem algum poder de permanência.

    Fotografia da Mancha de Clyde, tirada em junho de 2020, na qual o local apresenta um aspecto compacto
    Fotografia da Mancha de Clyde, tirada em junho de 2020, na qual o local apresenta um aspecto compacto
    A agência espacial norte americana explicou que a Mancha de Clyde "se desenvolveu em uma estrutura complexa à qual os cientistas chamam de região filamentar cruzada. Esta região é agora duas vezes maior em latitude e três vezes maior em longitude que o local original, e tem o potencial de persistir por um longo período de tempo", citada na matéria.

    Uma nova observação conduzida pela Juno revela que o ponto mais pequeno teria migrado para longe da Grande Mancha Vermelha, sendo que as imagens coletadas pela nave entre 2020 e 2021 apresentam diferenças impressionantes. Enquanto no ano passado não parecia mais que um ponto compacto, agora se parece com um conjunto abstrato de redemoinhos, idêntico à tinta quando se mistura com a água.

    Foto mais recente da Mancha de Clyde, capturada em abril de 2021, onde se pode observar um conjunto  de redemoinhos parecido com tinta quando dissolvida em água
    Foto mais recente da Mancha de Clyde, capturada em abril de 2021, onde se pode observar um conjunto de redemoinhos parecido com tinta quando dissolvida em água
    Segundo Kevin Gill, responsável pelo magnífico processamento das imagens, o aspecto do local vai mudar ao longo do tempo.

    A sonda Juno foi lançada pela primeira vez em 2011, e agora teve sua missão estendida até 2025. A descoberta da Mancha de Clyde é uma das pesquisas em andamento da Juno sobre Júpiter, sendo também um exemplo concreto de como o planeta pode ser dinâmico.

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    Tags:
    NASA, descoberta, Universo, Sistema Solar, Júpiter
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