02:39 21 Junho 2021
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    Pesquisadores dos EUA descobriram que essa diminuição na massa cinzenta estava associada a um nível mais alto de incapacidade entre os pacientes infectados pelo novo coronavírus.

    Pacientes infectados pelo novo coronavírus que receberam oxigenoterapia e têm febre apresentam um nível reduzido de massa cinzenta na rede frontal-temporal do cérebro, de acordo com um estudo recentemente publicado na revista Neurobiology of Stress.

    A pesquisa, liderada por especialistas da Universidade Estadual da Geórgia e do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, descobriu que um menor volume de massa cinzenta nesta região do cérebro estava associado a um maior nível de deficiência entre pacientes com COVID-19, mesmo seis meses após terem recebido alta.

    No estudo, os pesquisadores analisaram tomografias computadorizadas de 120 pacientes neurológicos, dos quais 58 tinham desenvolvido sintomas graves do SARS-CoV-2 e 62 não estavam infectados, pareados por idade, sexo e doença. Como resultado, descobriram "anormalidades nas imagens cerebrais" que surgiram como resultado da doença e que os pacientes com níveis mais elevados de deficiência tinham menos volume de massa cinzenta nas regiões frontais do cérebro.

    "Estudos anteriores examinaram como o cérebro é afetado pelo coronavírus usando uma abordagem de variável única, mas o nosso é o primeiro a usar uma abordagem multivariada baseada em dados para ligar essas alterações a características específicas da COVID-19 [como febre e falta de oxigênio], com um resultado [o nível de deficiência]", disse um dos autores, Kuaikuai Duan.

    Os especialistas explicaram que a massa cinzenta é vital para o processamento de informações no cérebro e que um nível reduzido dessa substância pode afetar o funcionamento e a comunicação dos neurônios.

    O nível de substância cinzenta foi significativamente reduzido em pacientes que receberam oxigenoterapia em comparação com pacientes que não receberam, e o mesmo efeito foi observado naqueles que tiveram febre.

    "Mais e mais complicações neurológicas estão sendo documentadas em pacientes com COVID-19. A redução da massa cinzenta também está presente em outros transtornos do humor, como a esquizofrenia", acrescentou o pesquisador Vince Calhoun.

    Os autores consideram que essas particularidades podem ser usadas como um biomarcador para diagnosticar a infecção e avaliar as opções de tratamento, mas primeiro eles sugerem replicar o estudo em uma amostra maior.

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    Tags:
    novo coronavírus, volume, sintomas, pesquisa, EUA, COVID-19, cérebro
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