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    COVID-19 no mundo em meados de maio (35)
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    As complicações graves são raras em casos leves da COVID-19, segundo um estudo realizado na Dinamarca que monitorou durante meio ano 10.500 dinamarqueses que tiveram o vírus na primavera de 2020.

    Os infectados pelo coronavírus foram comparados a cerca de 80 mil dinamarqueses que testaram negativo para a COVID-19 no mesmo período, de acordo com a pesquisa publicada na revista The Lancet.

    Na pesquisa, os cientistas não consideraram pessoas internadas, e focaram apenas nos casos leves da doença. Durante a pandemia, até 95% de mais de 250 mil dinamarqueses infectados pelo coronavírus não foram hospitalizados.

    O estudo mostrou que os pacientes com COVID-19 usaram mais medicamentos para a asma e tiveram 20% mais contato com médicos do que as pessoas não infectadas. No entanto, ao longo de seis meses, o grupo não apresentou mais sequelas tardias do que o grupo que testou negativo para COVID-19.

    "A conclusão é que o coronavírus leve raramente causa danos tardios graves. Muitas pessoas estão preocupadas com lesões crônicas posteriores mesmo que tenham acabado de se infectar. Mas não há nenhuma indicação de que isso é particularmente comum", disse Reimar W. Thomsen, médico-chefe do Hospital da Universidade de Aarhus e um dos autores do estudo.

    "A grande maioria com a COVID-19 leve não tem nenhuma ou somente poucas lesões tardias sérias. Isso deve ser reconfortante, especialmente para os mais jovens onde a infecção está aumentando", afirmou Thomsen.

    O médico citou vários outros estudos que sugerem que aproximadamente 10% dos infectados sofreram os efeitos tardios como fadiga, dificuldade de concentração ou olfato alterado por algumas semanas. Thomsen sublinhou que foram iniciadas várias pesquisas para obter números mais precisos.

    Tema:
    COVID-19 no mundo em meados de maio (35)

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    Tags:
    Dinamarca, estudo, doença, vírus, novo coronavírus, COVID-19
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