22:33 18 Junho 2021
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    Segundo a empresa, a iniciativa tem como meta fazer com que o "consentimento do usuário esteja em seu centro", permitindo ao usuário total acesso a informações detalhadas sobre os aplicativos que baixa em seu celular.

    Neste sábado (7), o Google anunciou uma nova medida que vai fornecer a seus usuários mais informações sobre aplicativos que coletem dados sobre localização, contatos, informações pessoais, fotos e vídeos ou arquivos de armazenamento.

    A ideia é criar uma espécie de "bula" para que o usuário leia antes de baixar aplicativos no celular pela Google Play Store, reporta o The Independent.

    Essas informações também descreverão como os dados serão usados, proporcionando mais informações sobre a funcionalidade e personalização do aplicativo, bem como se os dados são criptografados, se os usuários têm a opção de compartilhá-los e se a seção de segurança do aplicativo é verificada por um terceiro.

    Caso o Google descubra que o desenvolvedor deturpou os dados ou deixou de informar sobre pontos importantes do aplicativo, ele exigirá que o mesmo os corrija, incluindo os próprios aplicativos do Google.

    Os próprios aplicativos do Google na loja do Google Play terão que apresentar detalhadas informações
    © AP Photo / Patrick Sison
    Os próprios aplicativos do Google na loja do Google Play terão que apresentar detalhadas informações

    Embora tenha sido aprovada essa semana, a medida será lançada em 2022, com a empresa declarando que precisaria aprovar com um ano de antecedência para ter tempo hábil de realizar a implantação em todo o sistema.

    "Movimentos recentes da Apple e o anúncio de hoje [7] do Google sinalizam uma mudança clara nas prioridades para as grandes tecnologias. Ainda não sabemos como essas iniciativas estratégicas de alto perfil vão funcionar no contexto dos riscos antitruste recentes", disse Dyann Heward-Mills, especialista em ética da Comissão Europeia e CEO do escritório de proteção de dados HewardMills citado pela mídia.

    A ideia por trás da nova medida é fazer com que "o consentimento do usuário esteja em seu centro", ou seja, que ele tenha total consciência do aplicativo que está obtendo, segundo a mídia.

    De acordo com o fundador da empresa de consultoria de negócios CLV Group, Neil Joyce, essa nova medida também "vai reduzir significativamente o número de empresas que podem usar os dados dos consumidores para direcioná-los com anúncios", o que, em sua visão, beneficiaria o usuário. Porém, isso só poderia acontecer "desde que ele entenda totalmente as configurações de privacidade", disse o fundador.

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    Tags:
    lei, tecnologia, aplicativos, Google
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