12:24 30 Julho 2021
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    Jatos de partículas de alta energia lançados a partir do buraco negro central da galáxia mais brilhante nos aglomerados de galáxias podem ser usados para mapear a estrutura dos campos magnéticos intra-cluster invisíveis.

    A descoberta fornece um novo instrumento para pesquisar aspectos anteriormente inexplorados dos aglomerados de galáxias.

    Conforme estes aglomerados crescem através de colisões com a matéria circundante, criam golpes de arco e esteiras em seu plasma diluído.

    O movimento do plasma induzido por estas atividades pode criar camadas magnéticas intra-cluster, formando paredes virtuais de força magnética.

    Uma equipe internacional de astrônomos utilizou o radiotelescópio MeerKAT, localizado no deserto de Karoo, no norte da África do Sul, para observar uma galáxia brilhante no aglomerado de galáxias em fusão Abell 3376, conhecida como MRC 0600-399.

    Localizada a mais de 600 milhões de anos-luz de distância da Terra, a MRC 0600-399 tem estruturas de jatos incomuns dobradas em ângulos de 90 graus.

    Estruturas de jato dobradas emitidas pelo MRC 0600-399, observadas pelo radiotelescópio MeerKAT (à esquerda), reproduzidas pela simulação realizada no ATERUI II (à direita)
    Estruturas de jato dobradas emitidas pelo MRC 0600-399, observadas pelo radiotelescópio MeerKAT (à esquerda), reproduzidas pela simulação realizada no ATERUI II (à direita)

    Anteriormente, observações de raios X revelaram que a MRC 0600-399 é o núcleo de um subgrupo que penetra no aglomerado principal de galáxias, indicando a presença de fortes camadas magnéticas no limite entre o aglomerado principal e os subgrupos.

    Sendo assim, a MRC 0600-399 tem uma grande importância na pesquisa das interações entre os jatos e as fortes camadas magnéticas.

    As recentes observações destes jatos revelaram uma estrutura ténue de "foice dupla" que se estende na direção oposta aos pontos de flexão criando uma forma de "T".

    Simulações realizadas por Takumi Ohmura, estudante graduado da Universidade de Kyushu e pesquisador no Instituto de Pesquisa de Raios Cósmicos da Universidade de Tóquio, assumiram um forte campo magnético em forma de arco, descartando detalhes desordenados como a turbulência e o movimento da galáxia, segundo comunicado do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ, na sigla em inglês).

    Estas simulações podem representar com êxito a física subjacente para que possam ser usadas em outros objetos com o objetivo de caracterizar estruturas de campos magnéticos mais complexas em aglomerados de galáxias, fornecendo uma nova forma de compreender o Universo magnetizado.

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    descoberta, Universo, estudos, estudo, galáxias
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