13:01 21 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 513
    Nos siga no

    A empresa britânica de biotecnologia Oxitec segue em frente com os seus planos de liberar centenas de milhões de mosquitos geneticamente modificados para testar uma nova forma de controle da reprodução dos mosquitos Aedes aegypti.

    Esta espécie é responsável pela propagação da dengue, vírus da Zika, febre amarela e outras infecções potencialmente mortais.

    O primeiro lote de mosquitos foi liberado na semana passada nas Florida Keys, um arquipélago no sudeste dos EUA "após uma década de planejamento e aprovações normativas", de acordo com o comunicado da empresa, apoiada pela Fundação Bill e Melinda Gates.

    Mosquito Aedes Aegypti (foto de arquivo)
    © AP Photo / Felipe Dana
    Mosquito Aedes Aegypti (foto de arquivo)
    Nos próximos meses, seis lugares nas Florida Keys "receberão caixas de liberação de machos de Aedes aegypti da Oxitec, que lentamente soltarão seus mosquitos machos que se autolimitam", diz o comunicado.

    O projeto, apoiado pelas autoridades locais, consiste em libertar milhões de mosquitos machos com um gene modificado denominado OX5034, que restringe a sobrevivência das fêmeas com as quais se acasalam.

    Desta maneira, as fêmeas morreriam antes de crescerem o suficiente para picar e propagar doenças, já que só as fêmeas se alimentam de sangue, enquanto os machos se alimentam de néctares.

    A Oxitec ressalta que, embora esta espécie represente apenas 4% da população de mosquitos nas Florida Keys, ela é responsável por quase toda a transmissão de doenças no arquipélago.

    Mais:

    Vacina contra vírus da zika é promissora nas fases iniciais de testes clínicos
    Febre amarela: Argentina está em alerta para possível surto após duas mortes na fronteira com Brasil
    Cientistas farão mosquitos transmissores de malária não sugarem sangue humano
    Tags:
    mosquitos, EUA, Bill Gates, Zika, dengue, organismos geneticamente modificados
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar