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    Foi descoberto em um lago no Reino Unido o fóssil de Bicellum Brasieri, que os pesquisadores creem ser o animal multicelular mais antigo de todos os tempos.

    Foi descoberto um microfóssil de um bilhão de anos nas Terras Altas da Escócia, Reino Unido, que poderia revelar segredos das primeiras formas de vida da Terra, segundo um estudo publicado na revista Current Biology.

    Considerado "o mais antigo de sua espécie", o Bicellum Brasieri, como os pesquisadores o denominaram, poderia ser o mais antigo animal multicelular registrado, oferecendo uma visão da transição de organismos unicelulares para animais multicelulares, dizem.

    O achado foi descoberto no lago Loch Torridon por uma colaboração de pesquisadores liderados pela Universidade de Sheffield, Reino Unido, e pelo Colégio de Boston, EUA. Devido à sua excepcional preservação, a descoberta permitiu que os pesquisadores a analisassem em nível celular e subcelular.

    Todos os espécimes foram preservados em seções finas petrográficas do estrato de Formação de Diabaig, Diabaig Baixo, Escócia, Reino Unido. Barras de escala em (A)-(J), 5 μm; barra de escala em (K), 10 μm. (A) Bicellum brasieri, novo espécime holótipo. As setas indicam manchas orgânicas intracelulares condensadas da amostra TS09-1. (B) Bicellum brasieri, novo espécime paratipo. Espécime maior elipsoidal com preservação incompleta no interior. Círculo indica um exemplo de junção em forma de Y. Amostra TS09-1. (C) Ampliação do espécime holótipo mostrando junções típicas em Y (círculo) e uma mancha intracelular condensada. O campo total de visão é 10 μm. (D) Espécime em vista equatorial, no qual as células interiores são muito pouco preservadas. Amostra TS09-2. (E) Vista de superfície do espécime em (D), mostrando os conjuntos de células alongadas alinhadas paralelamente. (F) Espécime em seção óptica subequatorial mostrando as células exteriores alongadas na vista de superfície e as células das paredes isodiamétricas mais finas do estereoblasto interior. Amostra TS09-2. (G) Vista de superfície do espécime em (F), mostrando o padrão em mosaico de conjuntos de células alongadas. (H) Imagem de microscopia eletrônica de varredura (SEM) de uma seção medial fresada in situ através de B. brasieri. Amostra TOR11-108. (I) Imagem SEM de uma seção tangencial fresada do mesmo espécime que em (H). Note-se que, aqui, as células da camada superficial são bastante alongadas. (J) B. microscopia eletrônica de transmissão de B. brasieri - espectroscopia de raios X dispersiva de energia (TEM-EDS) mapa elementar de carbono revelando a camada externa de células em forma de salsicha com paredes mais grossas em comparação com as células internas que têm membranas finas a parcialmente ausentes. Amostra TOR11-108. (K) Amostra maior e fragmentada de B. brasieri mostrando células superficiais em seções transversais e tangenciais. Note-se a natureza alongada das células tangenciais e a falta de células internas claramente delineadas. Amostra TS09-1, estratotipo da Formação Diabaig, Diabaig Baixo, Escócia, Reino Unido
    © CC BY 4.0 / Autores / Elsevier Inc / Imagem recortada
    Todos os espécimes foram preservados em seções finas petrográficas do estrato de Formação de Diabaig, Diabaig Baixo, Escócia, Reino Unido. Barras de escala em (A)-(J), 5 μm; barra de escala em (K), 10 μm. (A) Bicellum brasieri, novo espécime holótipo. As setas indicam "manchas" orgânicas intracelulares condensadas da amostra TS09-1. (B) Bicellum brasieri, novo espécime paratipo. Espécime maior elipsoidal com preservação incompleta no interior. Círculo indica um exemplo de junção em forma de Y. Amostra TS09-1. (C) Ampliação do espécime holótipo mostrando junções típicas em "Y" (círculo) e uma "mancha" intracelular condensada. O campo total de visão é 10 μm. (D) Espécime em vista equatorial, no qual as células interiores são muito pouco preservadas. Amostra TS09-2. (E) Vista de superfície do espécime em (D), mostrando os conjuntos de células alongadas alinhadas paralelamente. (F) Espécime em seção óptica subequatorial mostrando as células exteriores alongadas na vista de superfície e as células das paredes isodiamétricas mais finas do estereoblasto interior. Amostra TS09-2. (G) Vista de superfície do espécime em (F), mostrando o padrão em mosaico de conjuntos de células alongadas. (H) Imagem de microscopia eletrônica de varredura (SEM) de uma seção medial fresada in situ através de B. brasieri. Amostra TOR11-108. (I) Imagem SEM de uma seção tangencial fresada do mesmo espécime que em (H). Note-se que, aqui, as células da camada superficial são bastante alongadas. (J) B. microscopia eletrônica de transmissão de B. brasieri - espectroscopia de raios X dispersiva de energia (TEM-EDS) mapa elementar de carbono revelando a camada externa de células em forma de salsicha com paredes mais grossas em comparação com as células internas que têm membranas finas a parcialmente ausentes. Amostra TOR11-108. (K) Amostra maior e fragmentada de B. brasieri mostrando células superficiais em seções transversais e tangenciais. Note-se a natureza alongada das células tangenciais e a falta de células internas claramente delineadas. Amostra TS09-1, estratotipo da Formação Diabaig, Diabaig Baixo, Escócia, Reino Unido

    Segundo a pesquisa, a evolução dos animais, há pelo menos um bilhão de anos, pode ter se desenvolvido em lagos de água doce, e não no oceano.

    De acordo com o professor Charles Wellman, um dos principais pesquisadores, da Universidade de Sheffield, a origem da multicelularidade complexa e a origem dos animais são consideradas dois dos eventos mais importantes na história da vida na Terra, e a descoberta promete lançar mais uma nova luz sobre estes dois aspectos.

    "A descoberta deste novo fóssil nos sugere que a evolução dos animais multicelulares ocorreu há pelo menos um bilhão de anos, e que os primeiros eventos anteriores à evolução dos animais podem ter ocorrido em lagos de água doce e não no oceano", acrescentou Wellman.

    O professor Paul Strother, principal pesquisador da equipe do Colégio de Boston, acrescentou que os biólogos há muito tempo especulavam que a origem dos animais incluía a "incorporação e recomposição de genes anteriores" que evoluíram mais cedo em organismos unicelulares.

    "O que vemos em Bicellum é um exemplo de tal sistema genético, envolvendo adesão e diferenciação celular, que pode ter sido incorporado ao genoma animal meio bilhão de anos depois", teorizou.

    No futuro, os cientistas esperam examinar os depósitos de Torridonian na Escócia, em busca de mais fósseis, o que poderia potencialmente fornecer mais informações sobre a evolução dos organismos multicelulares.

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    Tags:
    Terra, Reino Unido, Escócia
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