14:08 02 Agosto 2021
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    Pulsar de "farol cósmico gigante" de estrela de nêutrons densa e girando rapidamente foi detectado na Austrália. É a primeira vez que cientistas detectam um pulsar com radiotelescópio MWA.

    Astrônomos descobriram um pulsar – uma estrela de nêutrons densa e girando rapidamente – enviando ondas de rádio para o cosmos através do radiotelescópio MWA de baixa frequência, na remota região centro-oeste da Austrália Ocidental, conhecida como Outback.

    Nick Swainston, um pós-doutorando da Universidade Curtin do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês), fez a descoberta durante o processamento de dados coletados como parte de uma pesquisa sobre pulsar em andamento.

    "Pulsares nascem como resultado de supernovas – quando uma estrela massiva explode e morre, e pode deixar para trás um núcleo colapsado conhecido como estrela de nêutrons", disse Swainston.

    "Eles têm cerca de uma vez e meia a massa do Sol, mas todos comprimidos em apenas 20 quilômetros e têm campos magnéticos ultrafortes."

    Uma impressão artística do Pulsar - uma estrela de nêutrons densa e girando rapidamente enviando ondas de rádio para o cosmos
    Uma impressão artística do Pulsar - uma estrela de nêutrons densa e girando rapidamente enviando ondas de rádio para o cosmos

    É a primeira vez que cientistas detectam um pulsar com o MWA. A descoberta é um sinal de que mais revelações poderão vir do telescópio SKA de vários bilhões de dólares, já que o MWA é um precursor do SKA.

    Swainston disse que os pulsares giram rapidamente e emitem radiação eletromagnética de seus polos magnéticos. "Toda vez que essa emissão passa por nossa linha de visão, vemos um pulso – é por isso que os chamamos de pulsares", explicou. "Você pode imaginá-lo como um farol cósmico gigante."

    O astrônomo do ICRAR, Ramesh Bhat, disse que o pulsar recém-descoberto está localizado a mais de três mil anos-luz da Terra e gira uma vez a cada segundo.

    "Isso é incrivelmente rápido em comparação com estrelas e planetas normais", ponderou Bhat. "Mas no mundo dos pulsares, é bastante normal." Bhat disse ainda que a descoberta foi feita usando cerca de 1% do grande volume de dados coletados para a pesquisa do pulsar.

    "Nós apenas arranhamos a superfície", brincou. "Quando fizermos este projeto em grande escala, devemos encontrar centenas de pulsares nos próximos anos."

    Pulsares são usados por astrônomos para várias aplicações, incluindo testes das leis da física sob condições extremas. "Uma colher cheia de material de uma estrela de nêutrons pesaria milhões de toneladas", disse Bhat.

    "Seus campos magnéticos são alguns dos mais fortes do Universo – cerca de um trilhão de vezes mais fortes do que os que temos na Terra." Encontrar pulsares e usá-los para física extrema também é um fator-chave para a ciência do telescópio SKA.

    O diretor do MWA, professor Steven Tingay, disse que a descoberta indica uma grande população de pulsares aguardando descoberta no Hemisfério Sul. "Essa descoberta é realmente empolgante porque o processamento de dados é incrivelmente desafiador e os resultados mostram o potencial para descobrirmos muito mais pulsares com o MWA e a parte de baixa frequência do SKA", estima Tingay.

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    Tags:
    raios cósmicos, Austrália, radiotelescópio, estrelas, nêutrons
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