21:16 05 Agosto 2021
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    China lança seu primeiro chip de interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês) para animais sem fio que pesa menos de três gramas. O dispositivo chinês supera dispositivos análogos estrangeiros em alguns aspectos, como tempo de operação, pureza dos sinais coletados, funções de envio e recebimento de dados sem fio e custo de fabricação.

    A Universidade de Fudan, na China, apresentou seu primeiro chip de interface cérebro-computador sem fio para animais durante a VIII Feira Internacional de Tecnologia da China na semana passada. O chip BCI deverá ser colocado para uso comercial em setembro desse ano.

    "A maioria dos chips BCI no mercado hoje tem cabos, mas nosso chip de controle remoto pode detectar os sinais cerebrais dos animais experimentais quando se movem livremente", explicou Ye Dawei, membro da equipe de pesquisa e desenvolvimento, citado pelo jornal Global Times.

    O cientista destacou que atualmente não existem aparelhos semelhantes no mercado chinês e que os importar custa entre 300 mil e 400 mil yuans (cerca de R$ 257 mil a R$ 342 mil).

    O aparelho pesa menos de três gramas, sendo um deles correspondente à bateria de botão, enquanto "produtos estranhos semelhantes pesam cerca de 27 gramas", disse o pesquisador.

    A potência do chip, que é inferior a três miliwatts, permite registrar os sinais cerebrais em um raio de quatro metros por 24 horas. O cientista também revelou que o consumo econômico de energia permite trocar as baterias com menos frequência.

    ​A Universidade de Fudan da China apresentou seu primeiro chip de interface cérebro-computador de controle remoto produzido pela própria para animais, exibido na VIII Feira Internacional de Tecnologia da China em Shanghai (CSITF). A universidade tem como plano colocar o chip para uso comercial em setembro.

    O lançamento de um chip remoto BCI fabricado no gigante asiático será um grande avanço, disse Wang Peng, professor associado da Faculdade de Inteligência Artificial Gaoling da Universidade Renmin, na China. Os atuais usos do dispositivo poderiam se concentrar na pesquisa tecnológica e médica, e depois expandir para outros setores, segundo Wang.

    Wang acrescentou que muitas empresas de tecnologia em todo o mundo, incluindo a Neuralink, fundada em 2016 por Elon Musk, começaram a desenvolver suas interfaces cérebro-computador muito antes das empresas chinesas.

    "Portanto, seus equipamentos BCI podem ser usados em mais setores e cenários, e oferecer um desempenho mais avançado", afirmou o professor chinês.

    No entanto, o dispositivo remoto desenvolvido pela Universidade de Fudan superou os dispositivos análogos estrangeiros em alguns aspectos, como tempo de operação, pureza dos sinais coletados e funções de envio e recebimento de dados sem fio, bem como custo de fabricação, que foi pela metade, de acordo com o especialista.

    "Se os chips BCI fabricados na China puderem manter sua vantagem de preço, podem ter grande competitividade e valor comercial entre os rivais internacionais", concluiu Wang.

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    Tags:
    mercado, dados, animal, cérebro, chip, China
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