10:07 11 Abril 2021
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    Astrônomos italianos realizaram as observações de raio X de uma fonte ultraluminosa de raio X (ULX, na sigla em inglês) conhecida como NGC 4559 X7, e descobriram que a fonte apresenta atividade de queima incomum.

    As ULX são fontes pontuais no céu em raios X tão brilhantes que cada uma emite mais radiação que um milhão de sóis em todos os comprimentos de ondas. Ainda assim, são menos luminosas do que os núcleos galácticos ativos, porém, mais constantemente luminosas do que qualquer processo estelar conhecido.

    À distância de cerca de 29 milhões de anos-luz da Terra está NGC 4559, sendo essa uma galáxia espiral intermediaria na constelação de Cabeleira de Berenice. A galáxia tem duas fontes ULX, nomeadas de X7 e X10, as quais foram mal estudadas durante observações anteriores.

    O grupo de astrônomos sob a liderança de Fabio Pintore, do Instituto de Astrofísica Espacial e Física Cósmica de Milão, Itália, analisou todas as observações disponíveis da NGC 4559 X7, capturadas pelas espaçonaves XMM-Newton, NuSTAR, Chandra e Swift, segundo o estudo publicado no portal arXiv.

    "Neste trabalho, apresentamos a primeira curva de luz a longo prazo da fonte NGC 4559 X7, usando todos os dados da Swift/XRT, XMM-Newton, Chandra e NuSTAR. Graças à alta qualidade de observações da 2019 XMM-Newton e NuSTAR, investigamos de forma inédita as características espectrais e temporais da NGC 4559 X7", segundo os astrônomos.

    A curva de luz de raios-X a longo prazo da X7 mostra que a fonte se altera em movimento cerca de cinco ou seis vezes. Os resultados sugerem que as variações em movimento podem acontecer em escala de tempo de algumas horas.

    Analisando os dados da XMM-Newton e NuSTAR, foi descoberto o período da atividade de queima da X7. Tal atividade nunca foi vista em observações de raios X desta fonte e em caso da X7 esta atividade se manifesta apenas quando a fonte está em suas altas luminosidades observadas.

    ​Atividade de queima incomum da fonte ultraluminosa de raio X NGC 4559 X7.

    Durante a atividade de queima, a luminosidade da X7 atingiu o máximo de cerca de 60 duodecilhões erg por segundo. Foi observado que no pico das erupções, a luminosidade foi três vezes maior do que a luminosidade antes das erupções, o que indica que a variabilidade máxima da fonte pode abranger quase uma ordem de magnitude.

    Em considerações finais, os pesquisadores enfatizaram a importância de suas descobertas para compreender melhor a atividade de queima da ULX.

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    Tags:
    céu, constelação, fonte, astronomia, raio X, galáxia
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