12:49 23 Junho 2021
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    De acordo com os cientistas, este animal é um dos mamíferos mais reservados do mundo e por anos tem habilmente escapado dos cientistas, embora tenha tido menos sorte em evitar redes e armadilhas de caçadores.

    Uma equipe de cientistas togoleses, britânicos e alemães conseguiu registrar pela primeira vez na natureza um raro antílope que vive na África Ocidental. Os resultados foram publicados quinta-feira (1º) na revista científica African Journal of Ecology.

    O Philantomba walteri, conhecido como mergulhador de Walter, é uma espécie de antílope encontrada no Togo, Benin e Nigéria e foi descoberta e classificada em 2010. O achado ocorreu após a instalação de 100 armadilhas fotográficas no Parque Nacional Fazao Malfakassa, no Togo, e necessitou de mais de nove mil dias de rastreamento.

    Pesquisadores e colegas da WildCRU [Unidade de Pesquisa em Conservação da Vida Selvagem do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, Reino Unido] capturaram as primeiras imagens de sempre do mergulhador de Walter vivo na natureza durante a primeira pesquisa abrangente de armadilhas fotográficas para a megafauna de mamíferos realizada no Togo

    Anteriormente, a existência do P. walteri só foi comprovada através da análise de crânios e cadáveres avistados em mercados de carne de caça do Benin, Togo e Nigéria. Além disso, a população desta espécie foi listada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como desconhecida devido a dados limitados.

    "Este gracioso antílope tem, nos últimos 200 anos, mostrado um grande talento para evitar cientistas, mas provado tragicamente menos apto a evitar redes, armadilhas e cães de caça […] As 'armadilhas' de câmeras revolucionam a pesquisa biológica: um exército de câmeras permanece paciente e sem reclamar, imóvel por meses a fio, esperando um transeunte interessante", explica em comunicado David Macdonald, coautor do artigo.

    Gabriel Segniagbeto, também coautor da pesquisa, por sua vez, espera que as primeiras imagens de P. walteri levem a uma maior proteção das florestas e savanas de Togo.

    "É extremamente importante reconhecer a importância do sistema de áreas protegidas do Togo, que atua como um reduto vital para uma rica diversidade de mamíferos selvagens. Esperamos que nosso achado empolgante […] reforce o apelo à proteção adicional de nossa floresta e savana restantes", disse Segniagbeto.

    Além do raro antílope, os exploradores conseguiram registrar imagens do porco-da-terra e do mangusto chamado cusimanse, dois animais que não haviam sido vistos no Togo. No total, a exploração terminou com a identificação de 32 espécies de mamíferos, entre endêmicas e ameaçadas de extinção.

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    Tags:
    Benin, África, antílope, mamíferos, Nigéria, Togo
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